Aproveitando cada fase…

cada fase

Em menos de uma semana a Giulinha completará 16 meses. Como passou rápido né? Não sei se todas as mães têm essa mesma impressão, mas depois que a Giulia nasceu parece que o tempo tem passado mais depressa. O dia se transforma em noite num piscar de olhos. A semana acaba como num passe de mágica. Os meses voam. O tempo corre velozmente e minha pequena cresce, cresce e cresce. Posso pausar?  Posso voltar a “fita”? Infelizmente não. Mas, pensando bem, apesar de me assustar com a velocidade das coisas, tô bem assim. Não quero pausar, pois estou ansiosa pelas coisas maravilhosas que vêm pela frente e também não quero voltar, pois estamos numa fase tão boa, que merece ser muito bem aproveitada.

E sabe como quero aproveitar? Com muito beijo, carinho, cosquinha, dancinha, abraço apertado. Com muita música, idas ao parque, tardes de sol no parquinho, almoços em família, bagunça na bisa, mimo na casa dos avós. Com muito bolo quentinho saindo do forno, banhos demorados e divertidos, brincadeiras improvisadas. Com muitas sonecas juntinhas, “conversas” no carro, jogos de bola no gramado do condomínio. Com muitas risadas, amor e dedicação.

Quero aproveitar muito enquanto ela é criança. Enquanto ainda a amamento. Enquanto tenho só ela de filha. Enquanto ela não vai pra escolinha e passamos o dia inteiro juntas. Enquanto minha profissão me permite trabalhar apenas algumas horas na semana. Enquanto temos a ajuda e o amor de pessoas que podem não estar mais aqui daqui a alguns anos (como as bisas). Enquanto ela me ama incondicionalmente e eu sou a pessoa mais importante do universo. Hahaha. (Tenho que aproveitar né? Porque eu sei que um dia tudo isso vai mudar).

Mas sabe por que quero aproveitar? Porque lá na frente, quando ela já tiver seguido o seu caminho, quero olhar pra trás e não me arrepender de nada. Quero me lembrar do quanto fomos (e continuamos sendo) felizes, do quanto aproveitamos, do quanto nos amamos, do quanto nos dedicamos uma à outra. E, mais do que tudo, quero que ela olhe pra trás e pense no quanto foi e é amada e no quanto a sua infância foi feliz. Isso não tem preço.

Penso como deve ser triste não se sentir amado (principalmente pelos próprios pais). E penso como deve ser sofrido não se sentir feliz. Não quero isso pra minha filha. Portanto, a minha parte tento fazer. Sei que não depende só de mim. E sei também que sofrimentos e dificuldades são inevitáveis na vida de qualquer um. Mas se ela tiver a família como um porto seguro e se conseguirmos passar pra ela todo o amor, carinho, confiança e respeito que pudermos, eu estarei em paz.

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Só o que é bom fica guardado…

eu e giu

Vou contar uma coisa pra vocês. Eu não curti muita essa história de ficar grávida não. Apesar de amar sentir minha pequena se mexer aqui dentro de mim e achar o máximo todos os paparicos que recebia, achei muito chato sentir todos os desconfortos da gravidez! Enjoei e vomitei demais durante os nove meses, tive muita azia, refluxo, dor intensa na virilha, dor na lombar, dificuldade pra respirar e dificuldade pra dormir (muitas vezes dormia sentada por causa do refluxo). Na época, pensava: O próximo filho será adotado! Passar por outra gravidez nevermore.

Mas aí a Giulia nasceu e já nas primeiras semanas eu nem me lembrava mais dos perrengues que tinha passado, estava tão envolvida com a nossa rotina maluca que, na verdade, não pensava em mais nada a não ser nos horários de trocar fralda, dar mamá, dar banho, etc. Posso dizer que todas as lembranças – boas e ruins – sumiram, como num passe de mágicas!

Com o passar do tempo as lembranças boas foram voltando e com elas um arrependimento danado de não ter aproveitado mais a minha gravidez! Lembrava-me do pezinho dela me chutando, do rostinho dela nas ultras, da alegria ao comprar uma roupinha e imaginá-la usando, da magia e inocência ao pensar em como seria quando ele estivesse nos meus braços, da euforia para montar o quartinho, do barrigão lindo e redondo, etc. Já não sabia mais o que era enjoo, dor, mal estar… Só pensava no quão mágico foi esse momento, de carregar minha filha aqui dentro. Era tudo tão fácil, ela estava sempre quentinha, segura e confortável e eu não precisava me esforçar muito para manter as coisas desse jeito. Nada que uma boa alimentação, algumas vitaminas pré-natal, momentos de descanso e alguns exercícios leves (coisa que a preguiçosa aqui mal fez) não resolvessem! Era só cuidar de mim que, automaticamente, estaria cuidando dela. Muito diferente da realidade dura do pós-parto!

Ao mesmo tempo em que sentia uma saudade enorme da minha gravidez, sentia na pele as dificuldades de cuidar de um recém-nascido! Me sentia cansada, esgotada, triste, melancólica, fraca, com vontade de pedir arrego, de sair correndo, de sumir do mapa. Lembro-me da consulta pós-parto com o meu obstetra em que ele comentou que quando eu fosse encomendar o próximo que era para procurá-lo (ele não atende mais ginecologia, só obstetrícia… então para ser atendida por ele novamente, só engravidando de novo!). Na hora quis gargalhar! Próximo? Você tá louco? Minha filha não terá irmãos! Você não tá entendendo doutor! É difícil demais! Não dou conta não! Outro filho jamais! Ele me olhou com aquela cara de euseioqueestoufalandoquerida e disse: É o que todas falam, mas depois de dois anos esquecem-se de tudo e voltam aqui no consultório para começar mais uma jornada.

Pra mim aquilo não fez o menor sentido! Eu não iria esquecer e, portanto, não teria mais filhos! Mas (sempre tem um mas, né?), o tempo continuou passando. “Tempo, tempo, tempo, tempo… És um dos deuses mais lindos!”. As coisas foram se tornando mais leves, a Giulinha foi se adaptando à vida aqui fora, eu fui me adaptando à minha nova vida e ao meu novo eu e as pecinhas foram se encaixando. Opa! Até que cuidar de uma criança não é tão difícil assim, eu consigo, eu dou conta, eu sou foda! Hahaha!

Além disso, o amor incondicional por esse serzinho só foi aumentando, aumentando, aumentado e continua aumentando, aumentando, aumentando, até explodir talvez! E esse sentimento tão sublime foi empurrando pra fora do meu coraçãozinho toda aquela tristeza, todo aquele cansaço (ops, isso não sei se foi embora não! rs) e todo aquele sentimento de incapacidade. E eu fui esquecendo as dificuldades, os momentos de choro e desespero. Em outras palavras, fui esquecendo todos os perrengues característicos dos primeiros meses com um bebê em casa.

Hoje, quase 1 ano e três meses depois do nascimento da Giulia, além de ter saudades da minha gravidez, tenho saudades dela petitica… Daquela menininha que sumia nos meus braços, que fazia uns gemidos engraçados, que tinha uma mãozinha minúscula e uma pele delicada que só! Que tentava chupar o dedo e não conseguia, que dormia grande parte do dia e que fazia um cocozinho cheirosinho, cheirosinho! Hehehe!

Mas, ao mesmo tempo, AMO de paixão a fase em que estamos vivendo e tento aproveitar cada segundo ao lado dela, brincando, gargalhando, amando, beijando e curtindo cada coisa nova que ela aprende! É bom demais! Porém, eu aproveito não só porque é bom, mas também porque SEI que sentirei saudades! Imagina quando ela estiver com cinco aninhos? Dez? Quinze? Vinte? Eu vou me lembrar com detalhes dos seus primeiros passos, das suas primeiras palavras, das suas travessuras, das suas risadas e vou morrer de saudades de tudo! Mas vai ser uma saudade boa, uma saudade cheia de carinho, amor, afeto e doçura, de quem sente falta porque viveu, sentiu e amou da forma mais intensa e sincera possível!

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A experiência da maternidade é fácil ou difícil pra você?

maternidade

Esses dias eu estava pensando… Como é possível as pessoas possuírem percepções tão diferentes a cerca da maternidade? Sem contestar o amor de uma mãe por um filho, porque para algumas mulheres a experiência da maternidade é tão simples, sublime e maravilhosa, enquanto para outras essa experiência é tão difícil?

Conheço mães que não pensam, em hipótese alguma, na possibilidade de ter um segundo filho. Algumas alegam que é trabalhoso demais, outras afirmam que o custo é muito alto e a maioria une os dois fatores, trabalho e dinheiro. Por outro lado, existem mulheres que amam tanto esse novo papel, o de mãe, que mesmo nas loucuras dos primeiros meses já se imaginam sendo mãe de dois, três, quatro, etc.

Só abrindo um parêntese, estou me referindo às mães, mas esse texto se estende aos pais também.

Fiquei pensando então que fatores influenciam essa experiência, em outras palavras, o que faz uma mãe ser tão feliz exercendo a maternidade e outra penar tanto? Como falei antes, não quero contestar o amor, sei que todas amam loucamente os seus filhos, mas é fato que assumir esse papel é muito mais fácil para umas do que para outras!

Bom, coloquei o tico e o teco pra funcionar e consegui encontrar cinco fatores principais (Claro que essa é só a minha opinião):

  • A situação financeira – Vocês têm que concordar comigo que quanto mais alto o poder aquisitivo de uma família, mais fácil é a tarefa de cuidar de uma criança (ou duas, três, etc.). Dependendo do quanto a família ganha, é possível contratar empregada, babá, cozinheira, massagista, mordomo, motorista, etc. Hahaha. Quem não tem muita grana, normalmente faz tudo sozinho, arruma a casa, faz almoço, janta, lava a louça, lava roupa, passa, vai no mercado, no banco e cuida integralmente da criança. Lerê! Lerê! Lerê, Lerê, lerê! Haha. Quem não tem carro então, a situação se complica ainda mais;
  • A personalidade da criança – Cada criança é única. Tem aquelas que dormem bem, comem bem, são quietinhas, obedientes… verdadeiros anjos (Nunca vi, nem comi (rs), eu só ouço falar)! Mas existem aquelas que têm dificuldade para dormir, são mais enjoadas para comer, são mais agitadas, mais ativas e arteiras (rs). Eu, por exemplo, nunca dei trabalho. Quando bebê dormia demais, não tive cólicas e era super calminha. Depois que cresci continuei tranquila, era estudiosa e muito parceira da minha mãe. Já meu irmão quando bebê era mais chorão, sofreu muito com cólicas e não dormia quase nada. Depois que cresceu só queria saber de ficar na rua com os amigos, não gostava de estudar e aprontava cada uma que deixava minha mãe de cabelo em pé. Hahaha. (Te amo mano!);
  • A sua própria personalidade – Quanto mais ansiosa, preguiçosa, teimosa, egoísta, difícil e de humor instável você for, mais difícil será. Mas isso pra tudo na vida né? Confesso que eu sou meio ansiosa, preguiçosa e chorona, então isso me atrapalha um pouco;
  • O apoio de amigos e familiares – Ter com quem contar é super importante! É muito mais fácil aguentar qualquer coisa nessa vida quando você tem o apoio das pessoas que ama! E não falo só de apoio emocional não, falo também de ajuda na prática, no dia a dia: ajudar a cuidar do bebê enquanto você resolve alguma coisa, ajudar com as tarefas domésticas de vez em quando, ficar com a criança para que você possa ir àquele compromisso importante, etc. No meu caso tenho a mamys que me ajuda muito, posso contar com ela pra TUDO! Pena que não moramos tão perto uma da outra, às vezes dá uma preguiça de atravessar a cidade pra deixar a Giulia na casa dela! Mas faz parte, o importante é que tenho uma pessoa de extrema confiança pra me ajudar a cuidar da baixinha e que a ama incondicionalmente, como se fosse sua própria filha. Tem coisa melhor?
  • A vida profissional – É fato que a experiência da maternidade é muito diferente para aquelas que trabalham fora e para aquelas que deixaram de lado a carreira para cuidar integralmente da casa e dos filhos! Outros fatores também influenciam, como a carga horária de trabalho e se você faz algo que te dá prazer ou não! Ainda não descobri o que é mais fácil: trabalhar fora ou apenas (apenas? Haha) cuidar da família. Tenho pensado muito nisso, porque vivencio as duas experiências a cada semana. Metade da semana trabalho no consultório, portanto levo uma vida de mãe-profissional-esposa-dona de casa como qualquer outra mulher que trabalha fora, e na outra metade da semana fico somente em casa cuidando de tudo, levando uma vida de mãe-esposa-dona de casa como qualquer outra mulher que tenha largado tudo para se dedicar ao seu bem mais precioso: a família! Ainda quero fazer um post falando sobre isso, mas já adianto… Tenho achado que ficar em casa é mais trabalhoso sabia?

É claro que esses foram os fatores principais que encontrei, mas existe um montão de outras coisas que podem influenciar esse sentimento em relação à maternidade: se o bebê foi planejado ou não, a idade dos pais, o estilo de vida, se é mãe ou pai solteiro, se são casados, etc.

Acho que o importante nisso tudo é tentar viver da melhor forma possível de acordo com a sua própria realidade! Não tem dinheiro pra empregada? Paciência! Se organiza melhor pra dar conta da organização da casa! Seu bebê tem personalidade forte? Tenta relaxar, respeitar suas características individuais e, se for o caso, encontrar novas formas de lidar com ele! Seu mau humor matinal está atrapalhando a sua relação com seu filho? Se esforce para mudar!!! E por aí vai…

A maternidade, apesar do seu lado B, não pode ser vivenciada como algo tão pesado, difícil, ou seja, como um verdadeiro fardo!  Um filho traz tanta coisa boa na nossa vida! Nos traz esse amor incondicional, a alegria de poder curtir cada fase do desenvolvimento de um serzinho tão pequeno e indefeso, a responsabilidade de cuidar e educar, a emoção de receber um carinho, um sorriso… Ter um filho é mágico!! Coisa de outro mundo!!!

Às vezes me pego reclamando de algumas coisas (Sim, sou humana!): “Queria dormir até mais tarde!”, “Que saco ter que fazer almoço”, “Meu Deus, a Giulia tá impossível! Vou surtar!”. Mas aí lembro de todas as vezes que imaginei o rostinho dela, do quanto desejei ela aqui comigo, nos meus braços…penso também em tudo de maravilhoso que Deus SEMPRE me proporcionou e do quanto sou feliz com a minha família e me dou conta de que não tenho motivos para reclamar e sim para agradecer!

O amor pela minha filha é o verdadeiro tesouro que angariei nessa vida, que nem o tempo nem as traças podem destruir! Uau, profundo hein? Hahaha! Mas é a mais pura verdade! Então bora cultivar esse amor né? Tô indo lá brincar com a baixinha!

Beijos com carinho!

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Vídeo que a Giulia fez para a Mamãe!

Esses dias estava procurando umas fotos aqui no meu computador e encontrei o vídeo que meu marido fez pra mim em homenagem ao Dia das Mães. Na verdade, ele jura que foi a Giulia quem fez, mas eu tenho minhas dúvidas! Hahaha!

O Dia das Mães foi dia 13 de maio, portanto, a pequena tinha apenas 1 mês de vida! Lembro que estava tudo muito tumultuado, uma verdadeira loucura! A Giulia não dormia direito, tinha muita cólica e a gente ainda não tinha se acostumado com a nova rotina, a qual incluía um bebê em nossas vidas! Então, juro que não consigo entender até hoje como e quando meu marido conseguiu fazer esse vídeo, mas tudo bem!

Lembro que não conseguia parar de assisti-lo e chorava toda vez! Achei lindo demais!!!!!!!

É claro que depois quis matar meu marido pela seleção de fotos, mas o resultado final foi tão fofo que acabei relevando! Haha.

Mas sério gente, tem foto aí que eu nunca na minha vida pensei em mostrar pra alguém…foto com o cabelo todo zuado, uma olheira animal, cara inchada pós-parto…fala sério! Homem é muito sem noção pra essas coisas. Haha!

Bom, mas como tô tentando ser uma pessoa mais relax em relação a isso e como já contei bastante coisa sobre minha gravidez e meu parto, achei que tinha tudo a ver postar esse vídeo aqui no blog!

Não é nenhum super vídeo, com a melhor edição do mundo…é apenas um vídeo sobre o amor de duas pessoas…um amor tão grande que foi capaz de gerar uma nova vida, uma vida muito linda por sinal! Rs.

Espero que gostem! 😉

 

 
http://www.youtube.com/watch?v=P4IoBu3Wqfw

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O Nascimento da Minha Princesinha – Parte III

Ainda na sala de recuperação comecei a sentir os desconfortos e efeitos da anestesia! Em primeiro lugar comecei a pirar com o fato de não sentir nada da cintura pra baixo. Acho que essa foi a sensação mais terrível e esquisita que já senti até hoje. Eu queria mexer minhas pernas, mas não conseguia, queria sentí-las, mas também não conseguia. Era como se tivessem as amputado! Sério, não é exagero da minha parte! Pode até ser que pra algumas pessoas isso não incomode tanto, mas pra mim foi simplesmente horrível! Odiei e não quero sentir isso nunca mais! Pra piorar a situação comecei a tremer absurdamente, era algo incontrolável! Até as enfermeiras começaram a achar estranho! Elas perguntavam se eu estava sentindo frio, mas não era de frio que eu tremia! Na verdade, estava morrendo de calor, mas meu tremor era intenso!

De qualquer forma, fui encaminhada pro quarto! Quando cheguei, a pequena ainda não estava lá, mas chegou minutos depois, toda lindinha, de banho tomado e usando a roupinha que a mamãe tinha separado! Coisa mais fofa! Nesse momento o quarto já estava lotado de visitas, todos babando na Giulinha!

E eu estava me sentindo péssima! Tava lá deitadona, sem conseguir me mexer e sem conseguir controlar meu tremor! O negócio era tão intenso que colocaram a Giulinha no meu braço e tiveram que tirá-la logo em seguida, pois eu não conseguia segurá-la de tanto que tremia e, consequentemente, a sacudia! Me sentia frustrada, incapaz…queria sair daquela cama e cuidar da minha filha!

Quando fiquei sabendo então que o efeito da anestesia demoraria em média cinco horas pra passar me desesperei! Não aguentava mais ficar deitada e, principalmente, não sentir as minhas pernas! Queria que todo esse desconforto passasse LOGO!

Por um lado, foi ótima a quantidade de pessoas nos visitando no primeiro dia! Foi tanta conversa, risada e babação em cima da Giulia, que as horas passaram super depressa!

Bom, por causa do meu tremor e também por causa do sono intenso da Giulia (a pequena não acordava de jeito nenhum), não tentei amamentá-la logo que fomos pro quarto! Fui tentar somente à noite, mas infelizmente não obtive sucesso!

Por volta das 23:30 levantei da cama pela primeira vez! Ufa, já estava sentindo minhas pernocas! Ah, e o tremor também já havia passado! Me sentia novinha em folha (Uh!). Uma enfermeira me ajudou a tomar um banho rápido, o que fez eu me sentir uma nova mulher! Hahaha! Sério, como foi gostoso tomar aquele banho e colocar meu pijama limpinho! Quanto à minha cicatriz, meu médico usou um fio que é usado em cirurgia plástica e que o próprio organismo absorve (não é cola, é fio mesmo). Portanto, não é necessário fazer curativo e muito menos tirar os pontos! Perfeito, uma preocupação a menos! Só limpei bem com água e sabonete no próprio banho e usei uma calcinha um pouquinho mais alta (mesmo a cicatriz sendo baixíssima)!

Depois do banho tentamos dormir, mas a Giulinha resolveu acordar e passou a madrugada inteira chorando. Como pais de primeira viagem, não tínhamos a mínima ideia do que fazer! Era desesperador! Nada fazia a pequena se acalmar. Uma enfermeira sugeriu que deixássemos ela no berçario àquela noite, assim poderíamos descansar! Mas essa ideia parecia absurda pra mim. Não conseguia me imaginar deixando minha filhinha super indefesa num lugar que sabe lá Deus se iriam cuidar direitinho dela…hehe! E parecia muito egoísmo da minha parte! Como assim? Eu tinha me tornado mãe, era minha obrigação passar por isso! Minha filha precisava de mim naquele momento! Não critico quem faz isso, mas pra mim não dava! Mesmo cansada, não queria desgrudar da minha filhota!

Bom, mas a certa altura da madrugada a Giulinha resolveu finalmente dormir e o papai foi no embalo. Só que pra mamãe aqui as coisas foram um pouco diferentes. A FICHA CAIU! De repente bateu um desespero, um medo absurdo! Pensava: Meu Deus! O que eu vou fazer? Como vou cuidar desse bebezinho tão frágil? Será que eu vou dar conta? Será que vou ser uma boa mãe? Mil coisas se passaram na minha cabeça e eu tinha um sentimento estranho dentro de mim, me sentia sozinha, mesmo tendo ficado rodeada de pessoas queridas durante todo o dia, mesmo estando ao lado do meu marido, um homem super querido e companheiro e mesmo tendo finalmente a minha filha nos meus braços! Não sei de onde veio esse sentimento, só sei que naquele momento senti uma solidão, um vazio e um medo sem tamanho! Comecei a chorar intensamente! Acordei meu marido e disse que tava me sentindo triste e com medo! O coitado não entendeu nada direito, na verdade nem eu entendia! Mas eu tinha que acordá-lo pra dividir isso com ele. Queria desabafar, receber um carinho e ouvir da boca dele que daria tudo certo! Que ficaríamos bem!

Depois de muito chororô, consegui me acalmar e finalmente dormi!

O segundo dia foi novamente de bastante visitas e a madruga de bastante choro da pequena. Não via a hora de vir pra minha casa, dormir na minha caminha, entrar na nossa rotina e cuidar da nossa pequena no conforto do nosso lar! Fala sério né, nada melhor do que a casa da gente!

O terceiro dia chegou e eu tava toda faceira porque viria pra casa! Mas recebi um balde de água fria quando uma enfermeira olhou pra Giulia e disse que estava achando ela muito amarelinha! Essa mesma enfermeira chamou a pediatra de plantão e foi constatado: a Giulinha estava com o nível de bilirrubina elevado, em outras palavras, estava com icterícia ou amarelão!

A icterícia é super comum em recém-nascidos e o tratamento é super simples: a fototerapia (banho de luz)! Mas pensem na minha aflição de ver minha filhota deitada peladinha naquele bercinho com luz usando uma máscara nos olhinhos! Sério, é angustiante…queria muito que aquilo acabasse!

A pequena ficou até o dia seguinte no banho de luz e eu comecei a rezar pra que o nível de bilirrubina tivesse abaixado e ela não precisasse mais da foto!

Lembro que o pediatra passou no nosso quarto bem cedinho e fez a medição ali mesmo! E graças à Deus, a Giulinha estava melhor e já poderíamos ir pra casa! Oba! Que felicidade!

Arrumamos as nossas coisas, colocamos uma roupinha linda na pequena e saímos os três felizes e faceiros do hospital.

A Giulinha nesse dia estava bem dorminhoca e molinha. A gente podia fazer o que quisesse com ela, que a criaturinha não acordava de jeito nenhum! Mais uma vez, como pais de primeira viagem, começamos a ficar preocupados. Durante quase todo o trajeto hospital-casa, ela ficou imóvel dentro do bebê-conforto e como estava cheia de roupa e mantinha, eu não conseguia ver se ela tava respirando direitinho! Hahaha! Foi quando falei pro meu marido: Amor, tô preocupada, não sei se ela tá respirando! O que eu faço? Haha. E ele todo preocupado dizia: Faz alguma coisa!!!!!!!! É melhor a gente voltar pro hospital!!! Comecei a tentar acalmá-lo e ao mesmo tempo tentar descobrir se a pequena estava bem, foi quando vejo ele virar pra trás e apertar com tudo o narizinho dela! Hahaha! Coitada, levou um susto! Mas respiramos aliviados! Ufa, ela estava bem! Hahaha!

Chegamos em casa e a colocamos no berçinho! Tudo parecia imenso perto dela…uma princesinha tão pequena e delicada! Ficamos observando aquele bebê lindo que dormia como um anjo no cantinho que preparamos com todo amor e carinho, SÓ pra ela! E de repente tudo começou a fazer mais sentido! O meu sonho de me tornar mãe tinha se realizado e eu já sentia o maior amor do mundo. Um amor sem explicação, sem limites, sem fronteiras…um sentimento único e eterno que nos faz querer ser pessoas melhores, que nos faz ter medo que algo de ruim possa acontecer, que nos faz abrir mão de tudo pelo bem-estar e felicidade desse pequeno ser, que nos faz chorar, que nos faz sorrir, que nos faz sentir a pessoa mais feliz e abençoada do mundo e que nos faz sentir a mãe mais importante e amada de todo universo!

Desde o dia em que a Giulia nasceu eu tenho vivido altas aventuras e experimentado um sentimento que não conhecia antes de ser mãe. O amor que sinto por ela é tão grande, que às vezes chega a doer! Não imagino mais a minha vida sem ela e não sei como consegui viver tanto tempo sem a sua presença!

Pra finalizar, deixo pra vocês a letra da NOSSA música…a música que embala nossa vida e aquece meu coração de mãe!

My Girl (Minha Garota)

I’ve got sunshine  (Eu tenho o brilho do sol)
On a cloudy day (Num dia nublado)
When it’s cold outside (Quando está frio lá fora)
I’ve got the month of May (Para mim é como se fosse a primavera)
Well, I guess you’ll say (Bem, você vai me perguntar:)
What can make me feel this way? (O que pode me fazer sentir desse jeito?)
My girl (Minha garota)
Talkin’ ‘bout my girl, my Girl (Eu estou falando da minha garota, minha garota)
I’ve got so much honey (Eu tenho tanto mel)
The bees envy me  (que as abelhas me invejam)
I’ve got a sweeter song (Eu tenho uma canção mais doce)
Than the birds from the trees (Que a dos pássaros nas árvores)
Well, I guess you’ll say (Bem, você vai me perguntar:)
What can make me feel this way? (O que pode me fazer sentir desse jeito?)
My girl (Minha garota)
Talkin’ ‘bout my girl, my Girl (Eu estou falando da minha garota, minha garota)

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