Mãe certinha demais?

mãe certinha

Muita gente me acha uma mãe certinha demais (pra não dizer chata, crica ou neurótica). Acham que só porque eu penso assim e não assado ou porque sou a favor do método X e não Y, sou cheia de neuras e frescuras.

Mas, sinceramente, estou longe de ser certinha. Muito menos chata e neurótica! Cuido sim do que acho que devo cuidar. Mudo sim o que acho que devo mudar. Evito o que acho que devo evitar. E por aí vai. Mas que mãe não é assim? Que mãe não quer o melhor pro seu filho? Que mãe não se esforça para melhorar a cada dia? Que mãe não faz o possível – e o impossível – para ver o filho bem e feliz?

O problema é que, muitas vezes, as pessoas não respeitam a forma como o outro decide criar e educar o seu filho. Vêm com sete pedras nas mãos. Mas que coisa! Tenho ficado bem chateada com isso ultimamente, sei que não devia, mas fico!

Vejo nas redes sociais mães quebrando o pau por discordarem em alguns pontos. Tantas ofensas. Tanta baixaria. Tanta mãe se achando melhor do que as outras. Pra quê meu Deus? Cada um sabe o que faz! É muito fácil julgar quando não se está no lugar do outro.

Por aqui (não me refiro ao blog e sim à minha vida) recebo críticas, direta ou indiretamente, por n motivos: ser super a favor do parto normal (mesmo tendo feito uma cesárea), por ser contra a chupeta (mesmo tendo apelado pra ela nos momentos de desespero. Ainda bem que a Giulia não pegou – e eu não insisti muito), por não ver o berço com bons olhos (mesmo tendo comprado um pra Giulia quando estava grávida), por amamentar em livre demanda, inclusive nas madrugadas, e ser ultra a favor do aleitamento materno (mesmo tendo sofrido um bocado por conta de vários problemas com a amamentação), por não querer oferecer doces e industrializados até, pelo menos, dois anos (mesmo ela já tendo experimentado algumas besteirinhas), etc.

Esse último item então, é pracabá! Acho que vem daí a fama de fresca e certinha. As pessoas não entendem a minha opção. Não entendem os meus motivos. Não entendem os meus argumentos. Na verdade, não querem entender. E, sinceramente, ninguém precisa entender! Basta respeitar! Mas tá difícil.

E olha que eu nem sou intransigente, meticulosa e/ou cheia de regras. Sinceramente, me acho bem equilibrada nesse aspecto. E mesmo assim levo a fama. Imagina se eu fosse realmente tudo isso e mais um pouco? Tava lascada!

O fato é que se você errar você será criticado. E se você acertar também (leia só esse post). Porque existem sempre os dois lados da moeda. Uma mesma atitude pode ser vista com bons e maus olhos. Quem é a favor da cama compartilhada, da alimentação consciente e do aleitamento materno em livre demanda pode me achar uma mãe excelente, mas quem é contra pode me achar uma bruxa (ui!).

Mas tudo bem se você me achar uma péssima mãe, tem todo o direito, desde que guarde isso pra você e me respeite! Simples.

Porque eu sou sim péssima em muitas situações, mas sou ótima em tantas outras. Na realidade sou como qualquer outro ser humano: ao mesmo tempo luz e escuridão, amor e ódio, alegria e tristeza, sabedoria e ignorância.

Como mãe, ora erro, ora acerto. Mas sempre reflito sobre meus erros e tento ser melhor. Não melhor do que fulano ou ciclano, mas melhor do que eu mesma, do que fui ontem, do que sou hoje. A competição é sempre interna e não externa.

P.S.: Quem sabe ler em inglês, dá uma olhadinha aqui nesse post, que foi de onde tirei a foto para ilustrar o meu texto. Muito bacana!

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10 Paranoias e Maluquices de Mãe

paranoias e maluquices de mae

1 – Escuta um choro imaginário sempre que entra no chuveiro;

2 – Observa o filho, que está dormindo tranquilamente, a cada 5 minutos só pra ter certeza de que ele está respirando;

3 – Se desespera toda vez que escuta um barulho forte, achando que a criança se esborrachou no chão;

4 – Morre de medo do filho morder um pedaço gigantesco de determinado alimento e o dito cujo entalar na garganta do pobre coitado;

5 – Analisa o cocô do bebê a cada troca de fralda! “Hum, esse parece tá meio ressecado”, “Nossa, que mole”, “Ui, que cheiro ruim!”, “Nossa, que cheirinho de mamão!”, “Eca, que cor esquisita!”;

6 – Imita os sons que o bebê faz e parece uma louca;

7 – Canta musiquinhas infantis com uma voz fina e irritante. Porque não usar um tom de voz normal?

8 – Canta parabéns (com direito a palminhas) todo santo dia e toda santa hora. Aniversário não é só uma vez por ano?

9 – Fica louca toda vez que o bebê se debruça no berço, na cadeira de alimentação, no carrinho, na cama, ou seja lá onde for, achando que a criaturinha está prestes a cometer um bebêcídio.

10 – Passa a vida inteira com uma pulguinha atrás da orelha, cheia de neura e sentimento de culpa: Será que ela está assim por causa daquilo? Será que se eu tivesse feito daquele outro jeito não teria sido melhor? Será que uso isso? Será que dou aquilo? Será? Será? Será? Óh céus.

Aqui em casa é exatamente assim! E com vocês mamães, acontece o mesmo?

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