No peito???

amamentação

Semana passada fui almoçar com o meu marido e a pequena em um restaurante que frequentamos desde que nos casamos – quase quatro anos. Tudo muito bom, tudo muito lindo, até que a tiazinha do caixa – que trabalha lá desde sempre e inclusive “acompanhou” minha gravidez – perguntou se a Giulia comia bem. Eu disse que ela comia pouco! E só! Não estava muito a fim de me alongar no assunto. Mas ela não se deu por satisfeita: E ela ainda mama? Eu disse que sim. Com uma cara de assustada, torcendo para que eu dissesse não para a pergunta seguinte, ela soltou: No peito??????? SIM (mil vezes SIM)!!!!!!!!!!!!!!!!! Sério, vocês precisavam ver a cara de espanto da mulher. Acho que ela queria me matar naquele exato momento! Devia estar pensando: doida, desvairada, lelé, sem juízo, sem noção, pouca prática, biruta, cabeça de vento… Como assim amamentar uma pré-adolescente de quase um ano e dois meses que já tem dente, já anda e já “fala”? E como se não bastasse a cara feia que ela fez, ela achou que precisava me dar um super toque (ou jogar uma maldição, sei lá): “Olha, quando você parar de amamentar, com certeza ela começará a comer bem! Você vai ver!” Aff… Valeu tiazinha, mas tô cagando e andando para o que você pensa! Hahaha! Sério, fiquei indignada, mas até que eu gosto dela, apesar das pérolas que ela solta de vez em quando!

Mas eu contei essa historinha pra dizer o quanto fico puta da cara com esse tipo de desincentivo ao aleitamento materno, principalmente após os seis meses. Caraca, a Organização Mundial de Saúde não recomenda e incentiva a amamentação até, pelo menos, dois anos de idade? Então, porque cargas d’água uma mãe que decide seguir esse esquema é vista com maus olhos? É criticada e apedrejada em praça pública? (tá, exagerei!)

Nunca recebi um elogio sequer por conseguir manter o aleitamento materno até hoje. Não que eu ache que mereça elogios, pois faço nada mais do que minha obrigação como mãe. Só não entendo o porquê das pessoas criticarem tanto as mamães que amamentam seus filhos por um tempo mais prolongado. Faz bem pro bebê, pra mãe, pro mundo, pra humanidade, sacou?

Poxa já tem muita gente desorientada por aí, que interrompe a amamentação em poucas semanas ou meses, recorrendo a fórmulas infantis por não ter o conhecimento e apoio necessários. E ainda vêm essas tiazinhas querendo desencorajar a galera? Faz favor né?

Como já ouvi por aí: Dar o peito é dar vida! É bom demais! Por aqui temos só aproveitado. Graças à Deus, Giulica parou de morder! Viva! Lembram desse post aqui? Entããooo… as coisas melhoraram bastante! Agora é só alegria. Portanto, não temos data para o fim! E quer saber? Estamos muito bem assim, obrigada! Enquanto dou o peito sem remorso, tento não me abalar com os comentários absurdos que escuto por aí!

E vocês, também ficam indignadas com isso?

Beijos!

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Até quando?

Quando estava grávida da Giulia eu quase não pensava no tema amamentação. Achava que não tinha por que me preocupar com isso. Apesar de muitas vezes sentir um calafrio ao imaginar um bebê sugando meu seio, acreditava que era o certo a fazer e que o aleitamento aconteceria de forma natural e rápida. Ponto final. Nunca quis saber sobre as infinitas dificuldades que eu poderia ter. Não pesquisei, não estudei, não perguntei. Sim, erro meu! Na minha cabeça, era só colocar a boca do bebê no meu bico e pronto! Ele mamaria lindo e faceiro, como um bezerrinho! Aham! Mentira gente, de vez em quando vinha uns pensamentos do tipo: Ain, será que vou ter leite? Haha. Mas, de uma maneira geral, eu não gostava de pensar na parte chata, no que podia dar errado. É claro que muitas informações chegaram até mim através do meu obstetra e do curso de gestantes. Eu sabia, mais ou menos, o que deveria fazer, mas queria me preocupar com isso quando estivesse, de fato, vivenciando essa experiência. Daí que a Giulia nasceu e eu, na minha imaturidade, inexperiência e fragilidade, tive a maior dificuldade em fazer a bichinha mamar. Senti uma dor absurda no começo, principalmente depois que o bico de silicone saiu de cena. Chorei. Pensei: “Me esforçarei ao máximo pela minha filha, mas esse esforço terá um prazo de validade: seis meses! Mais que isso eu não aguento!” Sim, eu estava exausta, física e emocionalmente! Mas existe um negócio que resolve tudo nessa vida: o TEMPO! Os meses foram passando, a dor foi diminuindo e a Giulia se tornou o bezerrinho que eu sempre sonhei. Amamentar se tornou um prazer. Passei a amar esse momento e a me odiar por ter pensado em amamentar só até os seis meses. Como assim? Minha filha merece muito mais do que isso! EU mereço muito mais do que isso! Mas como nem tudo nessa vida são flores, os dentes começaram a nascer e, junto com os dentes, uma vontade louca de me morder! Com sete meses e quatro dentes, as mordidas se intensificaram e começaram a me incomodar de verdade. Chorei de dor por diversas vezes. Meus mamilos ficaram sensíveis, sangraram e as feridas formaram pus. Quis desistir. Jogar tudo pro espaço. Mas meu instinto materno falou mais alto e decidi seguir em frente, aos trancos e barrancos. Tentei, de todas as formas, mostrar a ela que aquilo não era legal e que machucava não só meu corpitcho, mas meu coração. Mas ela numtavanemaí. Comecei a pensar que ela deveria sentir um incômodo muito grande por conta do nascimento dos dentes e por esse motivo me mordia. E, de fato, vários dentinhos surgiram desde as primeiras mordidas. Mas não era possível que esse incômodo não passasse nunca, ora bolas! Achei melhor desencanar e “aceitar” as mordidas como parte do processo. E já se passaram três meses desde então. Ela continua vampirinha, meus peitos meio que calejaram, mas eu continuo rezando a cada mamada e pensando: Será que não chegou o momento de parar? Todo aquele prazer em amamentá-la foi substituído por medo e dor. E isso é péssimo. Mas aí vocês devem estar se perguntando: Porque cargas d’água ela não para logo então? Não sei minha gente! A questão é que o buraco é muito mais embaixo. Sinto que não estou preparada psicologicamente pra isso. Queria pelo menos tentar amamentá-la até um ano (falta um pouco mais de um mês apenas!). Acho que seria o ideal. Mas não sei! Às vezes me sinto uma retardada por querer continuar (ou não conseguir parar! Sacam a diferença?) e às vezes me sinto uma péssima mãe por pensar em interromper esse ciclo. Ain que difícil! Sendo bem sincera, queria que o desinteresse partisse dela, mas o peito ainda é muito importante pra baixinha, ela pede e gosta! Ainda não vive sem! Sei lá, queria saber se é só comigo que isso acontece. Muitas mães já me falaram que vez ou outra aconteceu do filho morder, mas mães que foram mordidas forever and ever, nunca conheci! Só sei que, por enquanto, continuo nessa luta! Cheia de dor, dúvidas e leite! Até quando vou aguentar?! Só Deus sabe!

A fase boa da amamentação! Giulia com quase 4 meses.

A fase boa da amamentação! Giulia com quase 4 meses.

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Algumas verdades sobre a amamentação…

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Foto tirada daqui.

Amamentar é tudo de bom! Além do leite materno fornecer todos os nutrientes necessários à criança, ajudando na sua proteção e desenvolvimento, é um alimento que está sempre à disposição, na medida e temperatura certa! E o melhor de tudo: É grátis! Quer praticidade e economia maior do que essa?!

Mas o intuito deste post não é discorrer a respeito dos benefícios da amamentação, afinal todo mundo já está cansado de saber da importância do aleitamento materno!

O que eu gostaria de fazer é relatar um pouquinho da minha experiência com a Giulia e listar algumas verdades sobre a amamentação. Verdades estas que toda grávida deveria saber, pois o preparo físico e emocional, durante a gravidez, é muito importante para garantir e facilitar esse contato tão genuíno entre mães e filhos!

Bom, como algumas pessoas já sabem, tive muita dificuldade no início em amamentar a Giulia! A pequena era simplesmente preguiçosa demais (puxou a mãe! Rs). Em todo o período em que ficamos no hospital (quatro dias), não consegui amamentá-la. E não foi por falta de tentativa não! Lembro que praticamente TODAS as enfermeiras tentaram me ajudar nessa difícil tarefa, cada uma com uma técnica diferente…

Como a Giulia teve icterícia e precisou fazer banho de luz era fundamental que ela se alimentasse, afinal a fototerapia podia desidratá-la. Conclusão: Tivemos que dar fórmula infantil (leite Aptamil) no copinho. Nunca vou me esquecer do primeiro copinho que ela tomou! Ela se deliciou tanto com o leitinho e capotou logo em seguida. Tadinha!!!

Quando chegamos em casa, a dificuldade continuou. Não queria dar fórmulas à minha filha, mas me sentia cada dia mais esgotada e desanimada. A Giulinha tinha uma resistência muito grande em abrir a boca, não tinha a pega correta, não sugava, ou seja, ela não sabia mamar e não tinha a mínima ideia pra que servia o meu mamilo! Haha.

Nessa altura do campeonato muita gente já tinha dado pitaco, muitas lágrimas haviam caído dos meus olhos e muitos boatos falsos tinham surgido. Chegaram a me perguntar se era verdade que meu leite tinha empedrado e que eu estava com febre por causa disso! GENTE, isso nunca aconteceu! Pelo amor de Deus!

Bom, no segundo dia em casa meu marido, pulso firme que é, decidiu: “Vamos deixá-la com fome! Ela vai ter que mamar, seja por bem ou por mal”. E não é que funcionou? Não demos a fórmula e finalmente ela conseguiu mamar, aos trancos e barrancos, mas conseguiu! Mas não pensem que foi tudo lindo e maravilhoso! Era impossível fazer ela pegar diretamente no meu peito e tive que usar por um tempo um bico intermediário de silicone (compramos um da Amamente).

Lembro que um tempo depois a própria Giulia começou a rejeitar esse bico e lá fomos nós para um novo aprendizado: Amamentação sem o intermediário! Lembro que ela mamava super mal e eu sentia uma dor tão absurda que tinha vontade de chorar e sofria por antecipação, já pensando nas próximas mamadas. Mas aos pouquinhos a dor foi diminuindo e ela começou a ficar craque na arte de sugar!

Hoje em dia é muito tranquilo, não sinto qualquer tipo de dor ou dificuldade! A Giulinha tá cada dia mais forte (mais de 7kg com apenas 4 meses) e eu sinto muito orgulho de mim mesma por ter insistido e superado as minhas dificuldades!

Por isso eu digo: Não desistam tão fácil! No fim vale muito a pena! É um momento extremamente prazeroso e de muito amor e carinho entre você e seu filho!

Além disso, fico pensando como deve ser chato e difícil ter que preparar mamadeira, principalmente quando estamos fora de casa! Leite materno é tão prático! É só desabotoar a blusa e pronto! 😉

Bom, mas aí vão algumas verdades que precisam ser ditas:

  • Cada bebê é de um jeito! Existem aqueles que simplesmente abrem o bocão e já mamam bastante no primeiro dia de vida. Assim, sem nenhum esforço de sua parte. Mas existem aqueles que, assim como a Giulia, não querem mamar e não dominam muito bem essa arte, precisam ser ensinados com muita calma e perseverança. Portanto, esteja preparada para o pior! Hehe.
  • Muitas vezes vai doer e vai doer MUITO! Mas fecha os olhos, aperta o braço do maridão e vai com fé! Uma hora passa!
  • No início, principalmente, o leite vaza DEMAIS! Muitas vezes, enquanto você dá de mamar em um seio, o outro tá jorrando leite. Então, se prepare! Use conchas de amamentação ou absorventes de seio.
  • Se por algum motivo você não conseguir amamentar o bebê por um período, esgote o seio! Experiência própria: os seios incham e você não consegue sequer tocá-los de tanta dor.
  • Muitas vezes o bebê vai querer usar o seu bico como chupeta.
  • Nas madrugadas, frequentemente, você irá amamentar e dormir ao mesmo tempo. Por mais que você lute contra o sono, vai ser inevitável tirar uns cochilos de vez em quando.
  • No início, as mamadas são bem demoradas, podendo ter duração de até uma hora! Conclusão: Você terá pouquíssimo tempo para descansar entre uma mamada e outra.
  • É normal não menstruar durante a amamentação! Não se assuste! (Dessa vocês gostaram né?! Rs)
  • Também é normal seus cabelos caírem absurdamente! Aqui em casa tem fio de cabelo por toda a parte, esses dias encontrei um dentro da fralda da Giulia! Haha!
  • Se prepare pra sentir muita sede, muita mesmo! É só eu colocar a Giulia pra mamar que já berro: “Amor, pega água pra mim?”.
  • Por fim, uma notícia boa: é super comum emagrecer enquanto se amamenta. Pensa que é fácil produzir leite?

Bom, pessoal espero que eu tenha ajudado de alguma forma! Sou super a favor do aleitamento materno, realmente levanto essa bandeira! Mas queria mostrar que na prática não é tão fácil quanto parece…portanto, estejam preparados para qualquer contratempo que possa surgir. Mas, se eu consegui manter a amamentação exclusiva no seio, qualquer um consegue! haha

=D

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