Só quem tem filhos consegue entender como é difícil…

filhos

  • Levar a criança junto para certos tipos de programa – Além das tralhas que precisam ser carregadas, muitas vezes a criança não se comporta da forma desejada. A Giulia, por exemplo, tá numa fase de mexer em TUDO! Então se a levo na casa de amigos ou parentes é um corre – corre pra não deixá-la abrir as gavetas do rack, mexer e arrancar as plantinhas do quintal, puxar a toalha da mesa, etc;
  • Fazer qualquer programa sem a criança, afinal é necessário deixá-la sob os cuidados de outra pessoa. Isso inclui deixar recomendações, leite e/ou comidinhas separadas e, se a pessoa não for até a sua casa, levar a criança até o local;
  • Não falar o tempo todo sobre as novidades do bebê – Nossa, isso é muito difícil! Sempre que eu saio de casa pra encontrar amigos eu digo pra mim mesma: Hoje não vou ficar falando de filhos. Mas aí quando eu vejo, já é tarde demais… É Giulia pra cá, Giulia pra lá e eu só falei de como é a nossa rotina, como é tudo lindo, maravilhoso, mas também muito difícil, como ela tá cada dia diferente, e por aí vai. Meus amigos (que não têm filhos) devem estar amando essa minha diversidade de assunto, só que não! Hahaha;
  • Ser pontual – Desde que a Giulia nasceu não consigo mais ser pontual. Eu tento com todas as minhas forças. Mas não consigo;
  • Se programar para se encontrar com os amigos – Primeiro que a vida social normalmente vai pro espaço. E segundo… Se programar? A vida de mãe é tão imprevisível que a gente mal consegue se programar pra ir à esquina comprar pão;
  • Manter a casa limpa – Ah, isso aí é só para Mulher Maravilha… porque as mulheres-mães da vida real, pobres mortais, não conseguem dar conta de tudo não. Tudo bem que com um pouco de organização você consegue deixar o negócio mais ou menos ajeitado, mas se olharem debaixo do tapete…ixiiii;
  • Receber visitas sem aviso prévio – Tem muita relação com o item acima! Gente, tem dias que isso aqui, vulgo minha casa, tá um caos: Brinquedos espalhados, roupas espalhadas, montanha de louça na pia… Fora a criaturinha aqui que vos fala: pijama velho, cabelo estilo black power, olheiras absurdas… Imagina a campainha tocar bem nesse dia? E vai dizer que não rola uma Lei de Murphy? É igualzinho quando a gente sai toda horrorosa e encontra alguém conhecido! É pracabá.

E aí, o que mais vocês acrescentariam?

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A experiência da maternidade é fácil ou difícil pra você?

maternidade

Esses dias eu estava pensando… Como é possível as pessoas possuírem percepções tão diferentes a cerca da maternidade? Sem contestar o amor de uma mãe por um filho, porque para algumas mulheres a experiência da maternidade é tão simples, sublime e maravilhosa, enquanto para outras essa experiência é tão difícil?

Conheço mães que não pensam, em hipótese alguma, na possibilidade de ter um segundo filho. Algumas alegam que é trabalhoso demais, outras afirmam que o custo é muito alto e a maioria une os dois fatores, trabalho e dinheiro. Por outro lado, existem mulheres que amam tanto esse novo papel, o de mãe, que mesmo nas loucuras dos primeiros meses já se imaginam sendo mãe de dois, três, quatro, etc.

Só abrindo um parêntese, estou me referindo às mães, mas esse texto se estende aos pais também.

Fiquei pensando então que fatores influenciam essa experiência, em outras palavras, o que faz uma mãe ser tão feliz exercendo a maternidade e outra penar tanto? Como falei antes, não quero contestar o amor, sei que todas amam loucamente os seus filhos, mas é fato que assumir esse papel é muito mais fácil para umas do que para outras!

Bom, coloquei o tico e o teco pra funcionar e consegui encontrar cinco fatores principais (Claro que essa é só a minha opinião):

  • A situação financeira – Vocês têm que concordar comigo que quanto mais alto o poder aquisitivo de uma família, mais fácil é a tarefa de cuidar de uma criança (ou duas, três, etc.). Dependendo do quanto a família ganha, é possível contratar empregada, babá, cozinheira, massagista, mordomo, motorista, etc. Hahaha. Quem não tem muita grana, normalmente faz tudo sozinho, arruma a casa, faz almoço, janta, lava a louça, lava roupa, passa, vai no mercado, no banco e cuida integralmente da criança. Lerê! Lerê! Lerê, Lerê, lerê! Haha. Quem não tem carro então, a situação se complica ainda mais;
  • A personalidade da criança – Cada criança é única. Tem aquelas que dormem bem, comem bem, são quietinhas, obedientes… verdadeiros anjos (Nunca vi, nem comi (rs), eu só ouço falar)! Mas existem aquelas que têm dificuldade para dormir, são mais enjoadas para comer, são mais agitadas, mais ativas e arteiras (rs). Eu, por exemplo, nunca dei trabalho. Quando bebê dormia demais, não tive cólicas e era super calminha. Depois que cresci continuei tranquila, era estudiosa e muito parceira da minha mãe. Já meu irmão quando bebê era mais chorão, sofreu muito com cólicas e não dormia quase nada. Depois que cresceu só queria saber de ficar na rua com os amigos, não gostava de estudar e aprontava cada uma que deixava minha mãe de cabelo em pé. Hahaha. (Te amo mano!);
  • A sua própria personalidade – Quanto mais ansiosa, preguiçosa, teimosa, egoísta, difícil e de humor instável você for, mais difícil será. Mas isso pra tudo na vida né? Confesso que eu sou meio ansiosa, preguiçosa e chorona, então isso me atrapalha um pouco;
  • O apoio de amigos e familiares – Ter com quem contar é super importante! É muito mais fácil aguentar qualquer coisa nessa vida quando você tem o apoio das pessoas que ama! E não falo só de apoio emocional não, falo também de ajuda na prática, no dia a dia: ajudar a cuidar do bebê enquanto você resolve alguma coisa, ajudar com as tarefas domésticas de vez em quando, ficar com a criança para que você possa ir àquele compromisso importante, etc. No meu caso tenho a mamys que me ajuda muito, posso contar com ela pra TUDO! Pena que não moramos tão perto uma da outra, às vezes dá uma preguiça de atravessar a cidade pra deixar a Giulia na casa dela! Mas faz parte, o importante é que tenho uma pessoa de extrema confiança pra me ajudar a cuidar da baixinha e que a ama incondicionalmente, como se fosse sua própria filha. Tem coisa melhor?
  • A vida profissional – É fato que a experiência da maternidade é muito diferente para aquelas que trabalham fora e para aquelas que deixaram de lado a carreira para cuidar integralmente da casa e dos filhos! Outros fatores também influenciam, como a carga horária de trabalho e se você faz algo que te dá prazer ou não! Ainda não descobri o que é mais fácil: trabalhar fora ou apenas (apenas? Haha) cuidar da família. Tenho pensado muito nisso, porque vivencio as duas experiências a cada semana. Metade da semana trabalho no consultório, portanto levo uma vida de mãe-profissional-esposa-dona de casa como qualquer outra mulher que trabalha fora, e na outra metade da semana fico somente em casa cuidando de tudo, levando uma vida de mãe-esposa-dona de casa como qualquer outra mulher que tenha largado tudo para se dedicar ao seu bem mais precioso: a família! Ainda quero fazer um post falando sobre isso, mas já adianto… Tenho achado que ficar em casa é mais trabalhoso sabia?

É claro que esses foram os fatores principais que encontrei, mas existe um montão de outras coisas que podem influenciar esse sentimento em relação à maternidade: se o bebê foi planejado ou não, a idade dos pais, o estilo de vida, se é mãe ou pai solteiro, se são casados, etc.

Acho que o importante nisso tudo é tentar viver da melhor forma possível de acordo com a sua própria realidade! Não tem dinheiro pra empregada? Paciência! Se organiza melhor pra dar conta da organização da casa! Seu bebê tem personalidade forte? Tenta relaxar, respeitar suas características individuais e, se for o caso, encontrar novas formas de lidar com ele! Seu mau humor matinal está atrapalhando a sua relação com seu filho? Se esforce para mudar!!! E por aí vai…

A maternidade, apesar do seu lado B, não pode ser vivenciada como algo tão pesado, difícil, ou seja, como um verdadeiro fardo!  Um filho traz tanta coisa boa na nossa vida! Nos traz esse amor incondicional, a alegria de poder curtir cada fase do desenvolvimento de um serzinho tão pequeno e indefeso, a responsabilidade de cuidar e educar, a emoção de receber um carinho, um sorriso… Ter um filho é mágico!! Coisa de outro mundo!!!

Às vezes me pego reclamando de algumas coisas (Sim, sou humana!): “Queria dormir até mais tarde!”, “Que saco ter que fazer almoço”, “Meu Deus, a Giulia tá impossível! Vou surtar!”. Mas aí lembro de todas as vezes que imaginei o rostinho dela, do quanto desejei ela aqui comigo, nos meus braços…penso também em tudo de maravilhoso que Deus SEMPRE me proporcionou e do quanto sou feliz com a minha família e me dou conta de que não tenho motivos para reclamar e sim para agradecer!

O amor pela minha filha é o verdadeiro tesouro que angariei nessa vida, que nem o tempo nem as traças podem destruir! Uau, profundo hein? Hahaha! Mas é a mais pura verdade! Então bora cultivar esse amor né? Tô indo lá brincar com a baixinha!

Beijos com carinho!

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