Minha filha não come!

O bebê é fofo! Mas não é a Giulia não! Hehe.

O bebê é fofo! Mas não é a Giulia não! Hehe.

Preciso dar uma pausa no tema “festa da Giulia” para desabafar um pouquinho com vocês! Quero contar algo que me dá uma dor de cabeça danada: a alimentação dela.

A Giulia nunca foi um bebê guloso, desde que começamos com as papinhas, ela come uma quantidade ridícula de comida. Mas no começo eu não me preocupava tanto, pois acreditava que fazia parte do processo de transição do leite para os sólidos. Achava que a quantidade aumentaria cada vez mais. O problema é que o que tem acontecido é justamente o oposto: ela come cada vez menos!

Parece que estamos regredindo. Apesar de comer pouco, antes ela não tinha o costume de cuspir a comida. Aceitava os alimentos super bem. Inclusive as diferentes consistências de cada um. Eu nunca bati a papinha no liquidificador, sempre amassei com o garfo e aos poucos ia incluindo pedaços cada vez maiores. Só que agora, com um ano, comendo a mesma comida que a nossa, ela resolveu pegar a mania de cuspir o que não quer e tudo o que tem uma consistência diferente de arroz/macarrão com feijão ou purê, ela não quer comer!

Tem dias que dou duas colheradas e ela já não quer mais. Dá um tapão na colher e voa comida pra tudo quanto é lado! Enfia a mão na boca e tira toda a comida que tem dentro! Ou empurra o prato da minha mão e joga tudo no chão! Fico louca!!!! Se tem uma coisa que me tira do sério é isso: Ela rejeitar a comida dessa forma!

Poxa, eu me preocupo tanto com isso, fico pensando no que fazer, procuro receitas na internet, compro alimentos saudáveis, mudo minha alimentação para ela poder comer o mesmo que eu, passo horas (exagerada!) cozinhando, pra quê? Pra ter que jogar tudo fora depois!

Modéstia à parte, até que sai uns quitutes gostosos aqui em casa! Rsrs. Por que será que ela não gosta de comer? Esses dias encasquetei que ela precisava comer coisas diferentes, tava comendo muito legume, verdura, arroz, feijão, lentilha…muito do básico sabe?! Passei a semana fazendo comidinhas diferentes e apetitosas: macarrão com molho de ricota, requeijão e tomate cereja, lasanha de frango, bolinho de arroz assado no forno, estrogonofe de carne, omelete com queijo, cenoura e ervilha, etc. É claro que mesmo as comidas consideradas “mais calóricas e menos saudáveis”, eu faço de um jeito que fique nutritivo e que não seja prejudicial à saúde dela. Não uso muito sal, muito menos sazon, caldos de carne ou outros temperos industrializados, molho de tomate só caseiro, não faço frituras (até batata “frita”, faço no forno), compro queijos com menos gordura, etc. Mas me perguntem se ela gostou de alguma coisa? A única coisa que ela comeu melhor foi o estrogonofe (a parte do molho com arroz, porque a carne ficou de lado), a lasanha ela cuspiu tudo na mesma hora e não aceitou mais nenhuma colherada, o omelete a mesma coisa, o bolinho de arroz então, nem se fala… Pensa na frustração da mãe aqui que fez (e continua fazendo) tudo com todo o amor e carinho do mundo? Dá vontade de chorar!

Antes de passar por essa situação, eu tinha toda uma ideia pré-concebida (ou seria preconcebida?) de como seria a alimentação dela. Faria um cardápio lindo e maravilhoso, conversaria com ela, a deixaria visualizar cada alimento, a deixaria sentir a textura de cada um, até mesmo comer sozinha, não faria aviãozinho ou qualquer coisa que pudesse enganá-la, não daria a comida com a tv ligada! Blá, blá, blá! Discurso cansativo esse hein! Quem pensa e fala tudo isso não tem filhos, só pode! Ou tem mais está longe de passar por essa fase! Porque no dia a dia o buraco é muito mais embaixo. A vida não é tão linda e easy como parece não! Haha!

É claro que comecei fazendo tudo isso aí que eu achava lindo e perfeito e que todos dizem ser o certo! Mas acontece que minha filhota tem uma personalidade forte, se ela não quer comer, ela não quer comer e ponto final!!!!!! Ela faz de tudo para dificultar a tarefa. Mas e aí, como fica? Eu simplesmente aceito e deixo a criatura sem comer?

Então, podem criticar, mas tem dias que tento enganá-la SIM (não com aviãozinho, porque acho meio nada a ver, mas com outras técnicas)!!! Tem dias que ligo a Tv no Discovery Kids. Tem dias que coloco a Galinha Pintadinha no Youtube. E assim sigo na minha luta! Haha.

O que tenho feito e, por enquanto, tem dado super certo (ela aceita umas colherinhas a mais) é fazer o pratinho de comida dela e deixar separado algo pra ela comer sozinha: tomate cereja, um pouco de ervilha (daquelas congeladas, não enlatadas), cenoura cortada no comprimento, levemente cozida, uma arvorezinha de brócolis cozido, ovo cozido (principalmente a clara, pra não fazer tanta caca), etc. Enquanto ela fica entretida com o que tem ali na mão, eu vou tacando comida na boca dela! Hahahaha! O bom é que ela come o que está comigo e o que está com ela! Rs. Claro que não come tudo, mas já é um começo!

Tenho tentando também deixá-la comer sozinha! Esses dias dei o máximo que consegui e depois coloquei a colher e o prato (com o resto da comida) em cima da bandeja do cadeirão. Achei muito fofo, porque ela fez direitinho, colocou a colher no prato e depois a pôs na boca! Mas logo em seguida, colocou a colher de lado e começou a lamber o prato! Hahaha! Foi muito engraçado, até filmei! Ela adorou! Fez a festa! Achei muito fofo! Massss, como nem tudo são flores, quis chorar quando vi a sujeira que ela fez! É o que falo, na teoria é tudo lindo, mas quero ver limpar todo dia uma bagunça dessa! Se fosse só isso, mas e as outras 1.500 tarefas que nós mães temos que realizar? Não dá!!!!!! Então, por enquanto, só de vez em quando encararemos essa aventura de comer sozinha! É claro que esse é um processo de aprendizagem que ela vai TER que passar! E eu vou precisar ter paciência! Mas vamos com calma, ela fez um ano agora, ainda não tem a coordenação motora necessária, então não chegamos nesse momento (Ou será que chegamos? Bom, pelo o que tenho lido, parece que ainda não! É claro que devo estimulá-la, mas parece que ainda sou eu quem devo dar a comida. Mas acho melhor perguntar para o pediatra na próxima consulta)!

O complicado é que ela está numa fase em que muitas técnicas boas para fazer uma criança comer, não funcionam com ela! Por exemplo, chamá-la pra me ajudar a cozinhar (oi?), pedir ajuda para escolher os alimentos no mercado (oi?), variar os formatos dos alimentos, fazer carinhas divertidas ou bichinhos na comida, etc. Ela ainda é muito novinha pra tudo isso! Então fico meio perdidinha.

Mas acho que no fundo eu sei o que interfere tanto nesse processo de alimentação: o mamá! A Giulia tá tipo viciada no peito! Ela pede o peito a qualquer hora do dia! E eu tenho que ficar explicando: “Filha, mamá agora não. Nós vamos papá!”, “Filha, mamá agora não. Você acabou de papá!”, “Filha, mamá agora não. Vamos brincar!”. Afff, cansa! Se ela está com o pai ou qualquer outra pessoa, fica muito tranquila…mal lembra que eu existo e nem pede pelo mamá! Mas se estamos juntas, meu pai amado, é o dia inteiro mamá pra cá, mamá pra lá.

Aí eu penso em desmamar. E penso de novo. E des-penso (Tá, eu sei que essa palavra não existe!). E penso mais uma vez. E não chego à conclusão nenhuma.

Mas qualquer dia faço um post falando mais sobre isso. Muita coisa mudou desde aquele meu último desabafo. Mas por enquanto, deixa eu me lamentar com o fato da Giulia não querer comerrrrrrrrrrrrrrrrrrrr! Hahahaha.

Só eu que passo por isso?

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Mini Cenouras Turma da Mônica

mini cenouras turma da mônica

Hoje quero trazer uma dica de snack (lanchinho, petisco, tira-gosto, merenda, etc…) super saudável para os pequenos (e para os adultos também, porque não?!): As mini cenouras da Turma da Mônica.

É fato que nós, mães, devemos sempre carregar alguma comidinha na bolsa para dar aquela “tapeada” na fome, vontade de morder, sugar ou, seja lá o que for, dos pimpolhos. Vejo que muitas mamães costumam carregar bolacha maisena, o que não deixa de ser uma opção, mas que tal optar por algo mais saudável e nutritivo, como as mini cenouras?

Eu não conhecia essa opção de snack até o vovô da Giulia ter a brilhante ideia de comprar pra ela “roer”, Hehe! Fiquei encantada, pois além de ser muito saudável, é mega prático! O pacotinho é bem pequenininho (tranquilíssimo de ser levado na bolsa) e na própria embalagem vem escrito: “lavadas, descascadas e prontas para o consumo”. Ou seja, não precisamos de esforço nenhum para oferecê-las aos pequenos.

A Giulia adorou! E a mamãe aqui ficou orgulhosa de estar contribuindo com hábitos alimentares saudáveis. É claro que preciso mudar muita coisa na minha alimentação para poder dar o exemplo. Eu, por exemplo, não curto cenoura!  Mas, por enquanto, ela não precisa saber disso e eu continuo oferecendo esse e outros alimentos que não gosto como se fossem a coisa mais deliciosa do mundo! Hahaha.

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As Papinhas Salgadas

Antes mesmo da pediatra da Giulia liberar as papinhas salgadas, eu já pesquisava bastante sobre o assunto! Então quando ela deu sinal verde para complementar a alimentação dela, eu já tinha uma boa ideia de que forma faria a introdução desses novos alimentos!

Mas, para minha surpresa (no mau sentido), ela disse que o ideal, pelo menos no início, era bater todos os ingredientes da papinha no liquidificador, formando uma pasta que, em minha humilde opinião, tem cor e consistência parecida com cocozinho mole de neném. Eca! Pensei meu Deus, como assim? Tudo o que li até hoje sobre consistências de papinha é pura balela ou a médica da Giulia é quem não se atualiza?

Confesso que fiquei um tanto decepcionada, mesmo a considerando uma excelente médica, sempre muito atenciosa, acessível e coerente em alguns (alguns!) aspectos.

Bom, mas a questão é a seguinte: Todos os artigos de pediatras, nutricionistas, fonoaudiólogos, reportagens e matérias de revistas, sites e blogs e, por fim, livros de puericultura me diziam que eu NÃO deveria usar o liquidificador de maneira alguma! A papinha deveria ser amassada com garfo!

O uso do liquidificador não é indicado por diversos motivos:

  1. Deixa a criança “preguiçosa” e mal-acostumada com a consistência líquida, o que torna difícil (muito difícil) a transição para os alimentos sólidos, em pedaços;
  2. Não permite a visualização e distinção dos alimentos. Afinal, nós também comemos com os olhos não é mesmo? E, convenhamos, tem coisa mais feia do que papinha batida no liquidificador? Por mais que você mude os ingredientes a papinha fica SEMPRE igual;
  3. Não estimula o exercício dos músculos da face e o processo de mastigação, super importante para o desenvolvimento da fala.

Bom, levando tudo isso em consideração, resolvi seguir meu coraçãozinho de mãe e ir contra a opinião da pediatra da pequena: nada de papinha batida no liqui!

No começo eu oferecia um alimento de cada vez, pois queria ver primeiro como era a aceitação dela com cada um! E, além disso, tinha medo dela apresentar alguma alergia ou qualquer outro tipo de intolerância e eu não conseguir identificar qual foi o alimento responsável. Então um dia era batatinha amassada, no outro chuchu, no outro beterraba e por aí vai. Hoje já ofereço vários alimentos juntos em uma única refeição.

Em relação às carnes, confesso que apenas nessa última semana é que passei a introduzi-las, mas na verdade a Giulia nunca as comeu de fato! Apenas cozinho os legumes junto com a carne e depois de tudo pronto deixo a carne de lado. Então, até hoje ela só provou o “caldinho”, digamos assim! Mas essa semana, iniciaremos com os pedacinhos de frango e músculo. Vamos ver o que ela vai achar de tudo isso! Hehe.

Em relação aos temperos, primeiramente, faço as papinhas praticamente sem sal! Coloco uma pitada mínima…mínima MESMO! Tempero com alho, cebola e, de vez em quando (ou de vez em sempre), uso algumas ervas como cebolinha, salsinha, coentro, etc. É claro que uso o bom senso e não tempero demais, uso tudo de forma bem moderada! Mas fica tão gostosinhoooo, o cheirinho então… E, para finalizar, coloco um fio de azeite extra virgem (Amo! Sou mega viciada). Nunca, em hipótese alguma, uso pimenta do reino, sazon, curry, caldo de carne, etc.

Bom, até hoje, os alimentos que a Giulia provou foram:

Batata, beterraba, chuchu, cenoura, abóbora, abobrinha, inhame, brócolis, caldinho de feijão, cebola, alho, cebolinha, coentro, salsinha, “cheiro de frango” e “cheiro de carne bovina” (Hahaha). Mas hoje fui ao mercado e já comprei novos ingredientes como mandioca, macarrão de letrinhas, etc.

É claro que tem também as frutinhas (sobremesa e lanchinho da manhã e da tarde) como mamão, pera, banana, maça, laranja lima, etc.

A Giulia ainda não come muito bem, tem dias que ela aceita cinco colheradas, tem dias que aceita três e outros que aceita duas, para a frustração da mamãe que passa horas cozinhando com o maior amor e carinho! Hahaha! Mas aos pouquinhos acredito que ela vai se adaptando!

Ainda quero falar mais sobre essa questão da alimentação, são tantas dúvidas, assuntos polêmicos, dicas, receitas e etc., que sinto que não posso parar por aqui!

Então aguardem as cenas dos próximos capítulos!

papinha bebe

Nessa foto a Giulia estava com quatro meses e tinha começado a experimentar algumas frutas! Coisa maixxxxx linda do mundo não? Hahaha!

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