Como encontrar um bom pediatra?

Pediatra

Anteontem saí meio frustrada de uma consulta com um pediatra novo e resolvi fazer esse post pra desabafar um pouco! Mas o post não serve só como desabafo, serve para ajudar as gravidinhas e mamães a fazerem uma boa escolha de médico para seus pimpolhos!

Bom, deixa-me contar um pouquinho da nossa história! Logo que a Giulia nasceu, consegui marcar uma consulta com uma pediatra que foi muito bem indicada por várias pessoas que conheço (e até mesmo por quem não conheço – os benditos amigos virtuais. Rs)! Com sete dias de vida, levamos a baixinha à primeira consulta!

A médica foi excelente! Super atenciosa! Me falou absolutamente TUDO o que eu precisava saber, tirou todas as minhas dúvidas e me tranquilizou bastante em relação às minhas angústias de mamãe fresca! Saí de lá super confiante!

Como alguns já sabem, a Giulia teve icterícia quando nasceu e nessa primeira consulta a médica achou que ela ainda estava muito amarelinha e que seria importante voltarmos lá no hospital para fazer uma nova medição da bilirrubina. É claro que, depois da consulta, fomos correndo lá no hospital. Graças a Deus estava tudo ok! Mas acreditam que a médica me ligou no dia seguinte para saber como ela estava e qual tinha sido o resultado? Achei muito bacana da parte dela! Esse fato me cativou ainda mais! Além disso, ela SEMPRE atendia meus telefonemas! Sempre liguei no celular pra tirar todos os tipos de dúvidas e ela nunca sequer me deixou esperando na linha!

O problema é que com o passar dos meses eu comecei a discordar um pouco de alguns procedimentos dela! Ela dizia que eu devia bater a papinha no liquidificador, ficava receitando DIRETO micostatin para tratar as assaduras feias que às vezes a Giulia tinha (sei lá, não achava legal isso não!), sem contar que no que se refere à alimentação da baixinha, ela me deixava totalmente às escuras! Não me esclarecia as coisas direito, não me dizia o que eu podia oferecer, o que não podia… Se eu não ficasse perguntando, ela não me dizia nada! Totalmente diferente do que tinha sido nas primeiras consultas!

Foi aí que resolvi procurar um novo pediatra! Por indicação de uma amiga minha chegamos ao segundo médico, dessa vez do sexo masculino! Esse novo médico foi bem atencioso! E o mais bacana: examinou a Giulia de uma forma tão delicada e carinhosa que a baixinha se sentiu super à vontade! O problema é que ele disse que a Giulia já podia comer a mesma comida que a gente. Inclusive, eu poderia usar leite de vaca normal para preparar molhos brancos, purê, etc. Mas pensem na mega alergia que a pequena teve quando fiz um purezinho de batata com leite! Ficou cheia de placas vermelhas no corpo, que no dia seguinte formaram umas micro bolhas de água! Fiquei meio decepcionada! Achei que o médico poderia ter, pelo menos, me alertado dessa possibilidade, ele falou de uma forma tão confiante que não pensei duas vezes! De qualquer forma, resolvi dar um voto de confiança. Numa segunda consulta, esclarecemos tudo e vimos que se tratou de um mal entendido! Hoje até tenho dúvidas se a alergia foi ao leite mesmo…a baixinha já consumiu outros derivados do leite, como iogurte natural, por exemplo, e nunca aconteceu nada! Enfim, tudo esclarecido, saí bem animada e confiante da última consulta!

A questão é que sempre escutava falar muito bem de um outro pediatra! Já tinha lido várias indicações em blogs, fóruns, etc. E, além disso, algumas amigas começaram a citar o nome dele, me dizendo que seria interessante eu marcar uma consulta! Numpodesê, o mundo tava conspirando para que eu levasse a pequena lá! Hahaha! Peguei o telefone e marquei! Achei que encontraria minha alma gêmea… Haha! Um médico de confiança, para cuidar da minha filha durante anos e depois cuidar dos filhos dela e dos filhos dos filhos dela e por aí vai! (Se ele vivesse por uns 300 anos, quem sabe! O cara já tá velhaco!) Hahaha! Bom, mas criei A expectativa!

Daí que a consulta foi anteontem e como já falei lá no começo, saí de lá muito frustrada! Em primeiro lugar, a consulta demorou DEMAIS! Estava marcada para às 16h e ele só nos atendeu depois das 17h. A Giulia já estava super irritada e manhosa porque já tinha passado do horário da soneca da tarde! Eu sei que pediatra costuma atrasar por todas as particularidades e imprevisibilidades de um atendimento infantil, mas poxa…Nunca esperamos tanto tempo para uma consulta! Aí quando nos chamaram, nós fomos para a sala e uma assistente (uma senhora de idade) começou a tirar as medidas da Giulia: altura, perímetro cefálico, peso, etc. O problema é que, apesar de muito simpática, a mulher não tinha o menor jeito com a baixinha. Tirou as medidas bem mais ou menos!
Logo depois veio o Dr.! Achei ele super simpático, querido e até engraçado…disso não tenho do que reclamar! Mas, assim como a assistente, examinou a Giulia de um jeito todo desajeitado! A sala dele não tinha nenhum brinquedinho de criança…O pediatra anterior, que citei ainda a pouco, tem sempre um monte de brinquedinhos em cima de uma bancada! Quando vamos lá ele entrega um na mãozinha da Giulia, conversa com ela, a deixa bem tranquilinha e a examina com todo o cuidado e carinho! A Giulia nunca chorou, pelo contrário, sorri e brinca… Já esse médico que fomos, não tentou em nenhum momento acalmá-la… Eu que tive que ficar lá tentando! A baixinha berrava… Nossa, chorou demais!

Além disso, ele ficou de receitar uma pomada, mas esqueceu. Aí quando estávamos quase indo embora e eu perguntei: “e a receita da pomada doutor?”, ele soltou um: “ãh, que pomada???”. Nossa, totalmente perdido! Haha!

Não sei, fiquei com uma impressão muito ruim! Meu marido também não curtiu nem um pouco! Então combinamos de não voltar mais lá!

Ficaremos com o segundo pediatra mesmo, que, depois dessa experiência esquisita e ruim com o novo médico, se tornou um verdadeiro anjo nas nossas vidas! Haha!

Bom, pensando em tudo isso, queria listar algumas coisas que considero super importantes a serem consideradas na escolha do pediatra:

  • Ser simpático, querido e ter jeito com criança. Pediatra tem que gostar de criança e ponto final! Mas só gostar não basta, tem que ter tato com ela;
  • Estar sempre disponível – Responder suas dúvidas, atender telefonemas (inclusive repassar o telefone celular para emergências), responder e-mails, etc.;
  • Ser atencioso e oferecer uma consulta de qualidade, explicando bem direitinho a fase em que o bebê se encontra, perguntando coisas referentes ao seu comportamento e desenvolvimento, respondendo às milhares de perguntas e se mostrando interessado pela criança de uma forma geral!
  • Ser cuidadoso e carinhoso ao examinar a criança;
  • Ter interesse pelo histórico da sua gravidez ou histórico de vida da criança – Esse último médico que fomos, por exemplo, sequer perguntou se a Giulia mamava no seio ou se tomava leite artificial;
  • Ter consultório com decoração lúdica – Acho importante ter brinquedinhos e quadros/figuras que deixam a criança entretida e, portanto, mais feliz e tranquila;
  • Ter consultório limpo e em bom estado de conservação;
  • Lavar as mãos antes e depois de cada atendimento;
  • Ter cuidado para não atrasar muito as consultas! Além de ser um desrespeito com quem marcou, chegou no horário e está ali esperando, é um tremendo martírio para a criança, que fica irritada por esperar tanto tempo;
  • Ter experiência e se manter sempre atualizado;
  • Seguir a mesma linha, ou melhor, a mesma filosofia que a sua. Por exemplo, você é a favor do uso indiscriminado de antibióticos ou prefere seguir uma linha mais natural? Você é a favor do aleitamento materno ou não levanta tanto essa bandeira e não se importa em oferecer leite artificial? Você acha que colo só estraga ou acredita que quanto mais amor, carinho, dengo e colinho der, melhor? Etc, etc, etc;
  • O consultório estar localizado em local de fácil acesso e com estacionamento próximo ou vaga disponível na rua;
  • E por último, é necessário o “santo bater”, se não bater, esquece! Você nunca vai confiar na criatura!

Na verdade, eu até acrescentaria mais coisas nessa lista, mas vocês me chamariam de chata, fresca e exigente! Hahaha!

Mas e aí mamães, concordam? Acrescentariam ou tirariam algo? E vocês, são apaixonadas pelo pediatra de seus filhos? Contem tudo!

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