Relato da minha gravidez – Parte II

Entre a 11ª e a 12ª semana, a pequena fez sua primeira viagem internacional, fomos pra Espanha. Perguntei ao médico se tinha algum problema fazer uma viagem desse porte e com poucas semanas de gestação e ele disse que não tinha problema algum! Então lá fomos nós nos aventurar em outro país! A viagem foi m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a e teria sido ainda mais legal se eu não tivesse passado TÃO mal, principalmente, durante o vôo, tanto de ida quanto de volta!

Foram onze horas de vôo e eu perdi as contas de quantas vezes precisei levantar para vomitar. Acho que nunca passei tão mal na minha vida (exagerada!)…hahaha! Lembro que eu achava tudo o que eles sirviam a bordo muito nojento, só o cheiro já me fazia ter ânsia! Me sentia hiper fraca, pois além de vomitar horrores, não conseguia comer nada! Mas, apesar desses contratempos, a viagem foi deliciosa! Por mim, eu tava lá ainda!

Como eu ainda não sabia o sexo, não consegui comprar muita coisa pra pequena!

Fui basicamente em duas lojas! E fiquei loucaaa com cada coisa linda! No fim foi até bom, se eu soubesse o sexo teria gasto além da conta! Hahaha! Comprei blusas e bodys de cor neutra, calça jeans, macacão jeans…

Mas, na real, não compensa muito comprar essas coisas na Europa…até é um pouco mais barato, mas convertendo, sai praticamente o mesmo preço daqui do Brasil! Pra quem ganha em euro, ótimo!!!!!! Mas pra quem ganha em Real é f***! Se você pára pra pensar acaba não fazendo quase nada numa viagem dessas. Já ouviram falar naquele lema: Quem converte não se diverte? Então… rs.

Bom, voltamos para o Brasil e com treze semanas e quatro dias fiz uma nova ultra, a da translucência nucal. Na minha opinião, essa foi a mais emocionante de todas, pois além de ver meu gergelim se transformar em um fofo e serelepe bebezinho, descobrimos o sexo: nossa linda menininha estava por vir!

Desde que me entendo por gente, sempre me imaginei sendo mãe de menina! Queria porque queria uma menininha. Mas depois que comecei a trabalhar com crianças (meninos, principalmente) e a ter contato com bebês meninos da família (sobrinhos, primos, etc), comecei a me encantar também com o universo azulzinho! Então quando engravidei, não tinha (ou, pelo menos, ACHO que não tinha) preferência! O importante era vir com saúde! Mas não sei porque, eu JURAVA que estava esperando um meninão! E todos à minha volta diziam o mesmo! Portanto, foi uma baita surpresa quando o médico disse que era uma menina! Mas confesso que fiquei super feliz!!!

Quanto aos nomes, já tínhamos decidido! Se fosse menino seria Lucas e se fosse menina Giulia. O problema é que na época minha mãe estava tendo aula com um professor chamado Lucas que ela simplesmente detestava. Hahaha! E sempre que eu falava Lucas, ela lembrava do dito cujo! Ela não queria, de jeito nenhum, que o neto dela tivesse esse nome! Mas era o único nome que tanto eu quanto o Diego gostávamos! Então, descobrir que era a nossa Giulinha que estava por vir, nos poupou de uma baita dor de cabeça! Haha!

Mas se um dia eu tiver um menininho, ainda quero que se chame Lucas. Até lá minha mãe já eliminou as más recordações do tal professor. Haha!

Bom, mas quanto ao exame, deu tudo certinho, a Giulinha estava perfeita e se desenvolvendo super bem! Ah, e essa ultra e todas as posteriores fiz no IMMEF. Indico! Super bom!

Com aproximadamente 15 semanas senti a pequena se mexer pela primeira vez! Tava louca pra que isso acontecesse! É tão mágico! Acho que é a parte mais gostosa da gravidez!! No começo, os movimentos eram super sutis, mas com o passar do tempo a Giulinha foi aprimorando cada vez mais a sua performance e fazia piruetas na minha barriga! Eu e o maridão achávamos o máximo e nos divertíamos um monte com ela!

Nessa mesma fase, ouvi o coraçãozinho da pequena no consultório do meu obstetra pela primeira vez! Fiquei louca pra ter um doppler daquele e descobri que muitas gravidinhas indicavam um monitor fetal chamado Angel Sounds! Fiquei super empolgada pra comprar, mas meu marido, sensato e mão de vaca que é (haha), me barrou! Fiquei brava com o balde de água fria que ele tinha me jogado, mas os argumentos dele eram bons: eu viraria uma louca querendo ouvir o coração dela a cada cinco segundos e com o dinheiro que gastaríamos com isso poderíamos comprar algo mais útil! Tá certo! Respirei fundo e pensei: “bóra esquecer essa ideia!”.

Bom, com 16 semanas minha barriguinha já estava bem saliente e eu fazia questão de exibi-la por aí! Grávida adoraaa quando a barriga começa a aparecer né? Hahaha!

A essa altura do campeonato meus enjôos já tinham dimiuído bastante e eu pensava: “Não é que é verdade que depois dos três meses as coisas melhoram significativamente?”.

Passei a viver então a fase mais tranquila de todas: o segundo trimestre! Sem dúvida, é a melhor fase da gravidez! Além dos sintomas do primeiro trimestre terem diminuído bastante, ainda não sentia os desconfortos típicos do terceiro trimestre!

Com 20 semanas fiz a ultrassonografia morfológica. A pequena já tinha crescido um monte em comparação com a última ultra e estava toda perfeitinha: com cinco dedinhos em cada mão e em cada pé, orelinhas perfeitas e no lugar certo, etc. Hahahaha! Vai dizer que toda grávida não tem um certo medo desse exame? Hahaha! A pequena já estava uma moçinha, com 24 cm e 346g!!! Haha! Meu Deus, menos de meio kilo!

Com mais ou menos 24 semanas a fase “mais-tranquila-de-todas” começou a mudar e eu voltei a enjoar e vomitar TODOS os dias!!! Lembro que já estava super quente aqui em Curitiba e eu passava muito mal com os enjôos e com a pressão super baixa (no final da gravidez o quadro mudou e minha pressão não parava de subir, mas depois conto melhor sobre isso). Só tinha vontade de ficar em casa, de pernas pro ar e com o ventilador ligado, claro!

Comecei a ficar super cansada nessa fase, pois além de todo o mal estar, tava trabalhando igual a um camelo. Ficava na Sanepar pela manhã e começo da tarde e depois ia pro consultório, tava cheia de pacientes na época! E ainda por cima tava trabalhando também  no final de semana!!!

Certo dia, já com 26 semanas de gestação, estava eu indo pra mais uma jornada de trabalho quando começo a sentir uma dor esquisita, eu não sabia identificar aonde exatamente era essa dor, só sabia que era na região abdominal. A dor ia e vinha e aumentava cada vez mais! Comecei a ficar hiper preocupada! Achei que estava acontecendo algo de errado com minha baby! Desviei o caminho do trabalho e fui dirigindo rumo ao hospital e liguei pro meu marido pra avisar! A dor ficava cada vez mais insuportável e começava a se concentrar em um só lugar, na região posterior do abdômen, lado direito. Foi quando pensei: Pode ser o rim! Menos mal. Mas não deixei de ficar preocupada com a pequena, tava apavorada na verdade! E se fosse um trabalho de parto prematuro? Ou qualquer tipo de intercorrência relacionada à gravidez?

Eu chorava de tanta dor e se tornava impossível dirigir! Uma coisa era certa: não conseguiria chegar ao hospital sozinha! Parei o carro, liguei pro meu marido e pedi pra ele se encontrar comigo no ponto onde eu havia parado. Enquanto eu esperava ele chegar, mal conseguia raciocinar, vomitei até a alma e continuei sentindo a pior dor que já senti na minha vida (não tô exagerando dessa vez!).

Chegamos ao hospital e eu mal conseguia andar, falar ou assinar a guia do plano. Graças à Deus, no Santa Cruz, grávidas têm preferência e, principalmente, grávidas urrando de dor, assim como eu! Haha!

Fui encaminhada direto para a obstetra de plantão. Ela escutou o coraçãozinho da Giulia (Ufa! Estava batendo todo bonitinho) e fez exame de toque e, graças à Deus, não tinha nada de dilatação! ÓTIMO, minha bebêzinha estava bem! O problema era outro!

Pelo o que eu tinha relatado, a médica também desconfiou que se tratava de um problema nos rins e me encaminhou para um urologista! Fiz uma ecografia do aparelho urinário e foi constatado: uma maldita pedra no rim direito – cálculo renal.

Lembro que pra fazer a ecografia eu precisava tomar bastante água, mas quem disse que eu conseguia? Colocava os bofes pra fora a cada gole que eu tomava! Uma hora fui correndo vomitar, mas não deu tempo de chegar no vaso sanitário e sujei TODO o banheiro! Um caos! Só queria me esconder…que vergonha! Haha!

A única coisa que me fez rir naquele dia foi uma observação que li no laudo do exame: “Bexiga comprimida por útero gravídico”. É, não era à toa que eu fazia xixi toda hora! Hahaha!

Bom, resumindo…tive que ficar internada e recebendo medicação na veia! Mas graças à Deus, a maldita dor sumiu e a pedra no rim foi eliminada!

Ah, e como fiquei internada no setor da maternidade, eu e o maridão adorávamos ficar namorando os bebezinhos lindos que nasciam. A gente só imaginava como seria quando chegasse a nossa vez…

16 semanas

22 semanas e 3 dias

24 semanas

25 semanas

12 pessoas curtiram.

Psicóloga. Apaixonada por cinema, viagens, gastronomia e decoração. Mamãe da Giulia.

Comentários

  1. Fernanda Diz::

    Ahunn to amando seu depo… Todos os dias chego e venho correndo acompanhar as novidades!

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