Aproveitando cada fase…

cada fase

Em menos de uma semana a Giulinha completará 16 meses. Como passou rápido né? Não sei se todas as mães têm essa mesma impressão, mas depois que a Giulia nasceu parece que o tempo tem passado mais depressa. O dia se transforma em noite num piscar de olhos. A semana acaba como num passe de mágica. Os meses voam. O tempo corre velozmente e minha pequena cresce, cresce e cresce. Posso pausar?  Posso voltar a “fita”? Infelizmente não. Mas, pensando bem, apesar de me assustar com a velocidade das coisas, tô bem assim. Não quero pausar, pois estou ansiosa pelas coisas maravilhosas que vêm pela frente e também não quero voltar, pois estamos numa fase tão boa, que merece ser muito bem aproveitada.

E sabe como quero aproveitar? Com muito beijo, carinho, cosquinha, dancinha, abraço apertado. Com muita música, idas ao parque, tardes de sol no parquinho, almoços em família, bagunça na bisa, mimo na casa dos avós. Com muito bolo quentinho saindo do forno, banhos demorados e divertidos, brincadeiras improvisadas. Com muitas sonecas juntinhas, “conversas” no carro, jogos de bola no gramado do condomínio. Com muitas risadas, amor e dedicação.

Quero aproveitar muito enquanto ela é criança. Enquanto ainda a amamento. Enquanto tenho só ela de filha. Enquanto ela não vai pra escolinha e passamos o dia inteiro juntas. Enquanto minha profissão me permite trabalhar apenas algumas horas na semana. Enquanto temos a ajuda e o amor de pessoas que podem não estar mais aqui daqui a alguns anos (como as bisas). Enquanto ela me ama incondicionalmente e eu sou a pessoa mais importante do universo. Hahaha. (Tenho que aproveitar né? Porque eu sei que um dia tudo isso vai mudar).

Mas sabe por que quero aproveitar? Porque lá na frente, quando ela já tiver seguido o seu caminho, quero olhar pra trás e não me arrepender de nada. Quero me lembrar do quanto fomos (e continuamos sendo) felizes, do quanto aproveitamos, do quanto nos amamos, do quanto nos dedicamos uma à outra. E, mais do que tudo, quero que ela olhe pra trás e pense no quanto foi e é amada e no quanto a sua infância foi feliz. Isso não tem preço.

Penso como deve ser triste não se sentir amado (principalmente pelos próprios pais). E penso como deve ser sofrido não se sentir feliz. Não quero isso pra minha filha. Portanto, a minha parte tento fazer. Sei que não depende só de mim. E sei também que sofrimentos e dificuldades são inevitáveis na vida de qualquer um. Mas se ela tiver a família como um porto seguro e se conseguirmos passar pra ela todo o amor, carinho, confiança e respeito que pudermos, eu estarei em paz.

13 pessoas curtiram.

Psicóloga. Apaixonada por cinema, viagens, gastronomia e decoração. Mamãe da Giulia.

Comentários

  1. Elen Diz::

    Ai, acho que já senti tudo isso e sinto todos os dias, quero cada dia aproveitar mais e mais ao lado da Gabi, quero que o tempo pare, mas também quero ver tudo o que vem pela frente. Agradeço todos os dias a possibilidade de estar tanto tempo com ela e tenho pena das mães que não tem essa oportunidade.
    Depois que a Gabi nasceu eu não conseguia nem pensar em crianças abandonadas, crianças que perdem a mãe ou o pai, depois de conhecer o amor que um bebezinho tem pela mãe eu ficava imaginando essas situações e já caia em choro.
    O jeito é aproveitar muiiiiito enquanto podemos!
    Mamãe da Gabi

    • Priscilla Diz::

      Oi Elen! Que legal vc por aqui! 😉
      Verdade o que vc falou, temos que agradecer muito pela possibilidade de estar sempre tão perto delas, cuidando de cada detalhe da sua educação, curtindo cada fase do seu desenvolvimento. Nem todo mundo pode e nem todo mundo quer.
      Graças à Deus, temos esse privilégio e devemos aproveitar ao máximo!
      E vc pensa em ter outro(s)? Sei que essa pergunta é chata, mas fiquei curiosa. Hahaha
      Beijos querida!

  2. Monica Lopes Diz::

    Ai Pri, e também penso assim! (Tá, nos 3 primeiros meses não, mas agora sim!)
    No começo eu ficava tão ansiosa pelas fases/saltos de desenvolvimentos e crescimento, preocupada de como ele iria ficar durante esses períodos; preocupada se a quantidade e tempo que ele mamava era suficiente, entre outras coisas, e acabava não aproveitando as coisas boas que aconteciam. Depois que parei de me preocupar, pude curtir de verdade todas as conquistas e avanços do pequeno. Coincidência ou não, a partir daí o tempo também passou a voar! E começa a dar saudade de quando ele chegou, todo pequenininho, indefeso.
    Quero poder olhar pra trás e poder dizer: eu fiz, curti, e amei o máximo que eu pude! Fui/sou uma boa mãe! E meu filho é feliz por isso!

    • Priscilla Diz::

      Verdade amiga! No começo a gente se preocupa tanto que acaba não curtindo a delícia que é ter em casa um bebezinho todo molinho, indefeso e que faz uns gemidos super engraçados. Que só mama, que dorme a maior parte do dia e fica quietinho no nosso colo, só curtindo. Hehe! Mas isso é coisa de mãe de primeira viagem. Normal né?
      Que bom que agora conseguimos aproveitar mais. Isso faz toda a diferença na vidinha deles!

Deixe seu comentário

*