A experiência da maternidade é fácil ou difícil pra você?

maternidade

Esses dias eu estava pensando… Como é possível as pessoas possuírem percepções tão diferentes a cerca da maternidade? Sem contestar o amor de uma mãe por um filho, porque para algumas mulheres a experiência da maternidade é tão simples, sublime e maravilhosa, enquanto para outras essa experiência é tão difícil?

Conheço mães que não pensam, em hipótese alguma, na possibilidade de ter um segundo filho. Algumas alegam que é trabalhoso demais, outras afirmam que o custo é muito alto e a maioria une os dois fatores, trabalho e dinheiro. Por outro lado, existem mulheres que amam tanto esse novo papel, o de mãe, que mesmo nas loucuras dos primeiros meses já se imaginam sendo mãe de dois, três, quatro, etc.

Só abrindo um parêntese, estou me referindo às mães, mas esse texto se estende aos pais também.

Fiquei pensando então que fatores influenciam essa experiência, em outras palavras, o que faz uma mãe ser tão feliz exercendo a maternidade e outra penar tanto? Como falei antes, não quero contestar o amor, sei que todas amam loucamente os seus filhos, mas é fato que assumir esse papel é muito mais fácil para umas do que para outras!

Bom, coloquei o tico e o teco pra funcionar e consegui encontrar cinco fatores principais (Claro que essa é só a minha opinião):

  • A situação financeira – Vocês têm que concordar comigo que quanto mais alto o poder aquisitivo de uma família, mais fácil é a tarefa de cuidar de uma criança (ou duas, três, etc.). Dependendo do quanto a família ganha, é possível contratar empregada, babá, cozinheira, massagista, mordomo, motorista, etc. Hahaha. Quem não tem muita grana, normalmente faz tudo sozinho, arruma a casa, faz almoço, janta, lava a louça, lava roupa, passa, vai no mercado, no banco e cuida integralmente da criança. Lerê! Lerê! Lerê, Lerê, lerê! Haha. Quem não tem carro então, a situação se complica ainda mais;
  • A personalidade da criança – Cada criança é única. Tem aquelas que dormem bem, comem bem, são quietinhas, obedientes… verdadeiros anjos (Nunca vi, nem comi (rs), eu só ouço falar)! Mas existem aquelas que têm dificuldade para dormir, são mais enjoadas para comer, são mais agitadas, mais ativas e arteiras (rs). Eu, por exemplo, nunca dei trabalho. Quando bebê dormia demais, não tive cólicas e era super calminha. Depois que cresci continuei tranquila, era estudiosa e muito parceira da minha mãe. Já meu irmão quando bebê era mais chorão, sofreu muito com cólicas e não dormia quase nada. Depois que cresceu só queria saber de ficar na rua com os amigos, não gostava de estudar e aprontava cada uma que deixava minha mãe de cabelo em pé. Hahaha. (Te amo mano!);
  • A sua própria personalidade – Quanto mais ansiosa, preguiçosa, teimosa, egoísta, difícil e de humor instável você for, mais difícil será. Mas isso pra tudo na vida né? Confesso que eu sou meio ansiosa, preguiçosa e chorona, então isso me atrapalha um pouco;
  • O apoio de amigos e familiares – Ter com quem contar é super importante! É muito mais fácil aguentar qualquer coisa nessa vida quando você tem o apoio das pessoas que ama! E não falo só de apoio emocional não, falo também de ajuda na prática, no dia a dia: ajudar a cuidar do bebê enquanto você resolve alguma coisa, ajudar com as tarefas domésticas de vez em quando, ficar com a criança para que você possa ir àquele compromisso importante, etc. No meu caso tenho a mamys que me ajuda muito, posso contar com ela pra TUDO! Pena que não moramos tão perto uma da outra, às vezes dá uma preguiça de atravessar a cidade pra deixar a Giulia na casa dela! Mas faz parte, o importante é que tenho uma pessoa de extrema confiança pra me ajudar a cuidar da baixinha e que a ama incondicionalmente, como se fosse sua própria filha. Tem coisa melhor?
  • A vida profissional – É fato que a experiência da maternidade é muito diferente para aquelas que trabalham fora e para aquelas que deixaram de lado a carreira para cuidar integralmente da casa e dos filhos! Outros fatores também influenciam, como a carga horária de trabalho e se você faz algo que te dá prazer ou não! Ainda não descobri o que é mais fácil: trabalhar fora ou apenas (apenas? Haha) cuidar da família. Tenho pensado muito nisso, porque vivencio as duas experiências a cada semana. Metade da semana trabalho no consultório, portanto levo uma vida de mãe-profissional-esposa-dona de casa como qualquer outra mulher que trabalha fora, e na outra metade da semana fico somente em casa cuidando de tudo, levando uma vida de mãe-esposa-dona de casa como qualquer outra mulher que tenha largado tudo para se dedicar ao seu bem mais precioso: a família! Ainda quero fazer um post falando sobre isso, mas já adianto… Tenho achado que ficar em casa é mais trabalhoso sabia?

É claro que esses foram os fatores principais que encontrei, mas existe um montão de outras coisas que podem influenciar esse sentimento em relação à maternidade: se o bebê foi planejado ou não, a idade dos pais, o estilo de vida, se é mãe ou pai solteiro, se são casados, etc.

Acho que o importante nisso tudo é tentar viver da melhor forma possível de acordo com a sua própria realidade! Não tem dinheiro pra empregada? Paciência! Se organiza melhor pra dar conta da organização da casa! Seu bebê tem personalidade forte? Tenta relaxar, respeitar suas características individuais e, se for o caso, encontrar novas formas de lidar com ele! Seu mau humor matinal está atrapalhando a sua relação com seu filho? Se esforce para mudar!!! E por aí vai…

A maternidade, apesar do seu lado B, não pode ser vivenciada como algo tão pesado, difícil, ou seja, como um verdadeiro fardo!  Um filho traz tanta coisa boa na nossa vida! Nos traz esse amor incondicional, a alegria de poder curtir cada fase do desenvolvimento de um serzinho tão pequeno e indefeso, a responsabilidade de cuidar e educar, a emoção de receber um carinho, um sorriso… Ter um filho é mágico!! Coisa de outro mundo!!!

Às vezes me pego reclamando de algumas coisas (Sim, sou humana!): “Queria dormir até mais tarde!”, “Que saco ter que fazer almoço”, “Meu Deus, a Giulia tá impossível! Vou surtar!”. Mas aí lembro de todas as vezes que imaginei o rostinho dela, do quanto desejei ela aqui comigo, nos meus braços…penso também em tudo de maravilhoso que Deus SEMPRE me proporcionou e do quanto sou feliz com a minha família e me dou conta de que não tenho motivos para reclamar e sim para agradecer!

O amor pela minha filha é o verdadeiro tesouro que angariei nessa vida, que nem o tempo nem as traças podem destruir! Uau, profundo hein? Hahaha! Mas é a mais pura verdade! Então bora cultivar esse amor né? Tô indo lá brincar com a baixinha!

Beijos com carinho!

6 pessoas curtiram.

Psicóloga. Apaixonada por cinema, viagens, gastronomia e decoração. Mamãe da Giulia.

Comentários

  1. Fernanda Bugs Diz::

    Pri….Amei seu post, mais uma vez…
    Parei pra refletir e sabe o que? (na minha humilde opinião)
    É uma questão de decisão e controle…Pq conforme li pensava…Não tive uma gravidez planejada, que acabou sendo de alto risco, estava desempregada, não tinha empregada, nem dinheirinho só meu…
    Não tive minha mãe por perto, naquela época meu marido ainda estava digerindo a situação calamitosa que se instaurou em nossa casa… e ainda tinha um cachorro rrsss!
    Mas com o passar das épocas, percebia cada vez mais que tudo passava, e quando passava deixava saudade, um ar de ” nem foi tão pesado assim” e ainda lembrava de coisas lindas, que não dei atenção ou devido valor por estar apegada a limpeza, organização neuras…enfim, todas nós sabemos do que estamos falando!
    Tão pouco tempo depois de toda esta turbulência (Uti’s, desnutrição, viroses, internamentos, cirurgias aff) estou me programando para ter outro baby….pq?
    Por que percebi que isso me fez crescer e amadurecer muito mais do que tudo que passei na vida…
    Deus se faz presente no lar quando temos anjos como nossos filhos, DIARIAMENTE COM MUITO MAIS INTENSIDADE
    Realmente, quando olhamos para o rostinho deles e compreendemos a beleza daqueles olhinhos sapecas…tudo vale a pena..!

    Grande beijo querida

    • Priscilla Diz::

      Nossa Fer, disse tudo!
      Realmente a gente esquece de todo o perrengue e ficam só as lembranças boas de cada fase!
      E acho que é bem o que vc falou…uma questão de decisão, de escolha! Escolher de que forma a gente quer lidar com as dificuldades que aparecem…
      Nos entregamos? Somos fortes e seguimos em frente? Lidamos com mau humor? Bom Humor? Tudo isso influencia muito!!!
      Aiii amiga, então quer dizer que o Benjamin logo logo vai ganhar um(a) irmãozinho(a)? Que delícia!!!! Eu ainda não estou preparada para um segundinho, mas sem dúvida mais pra frente vou querer um pra chamar de meu! Hahaha!
      A maternidade realmente nos possibilita um aprendizado absurdo! vale muito a pena! 😉
      Beijos flor!

  2. Monica Lopes Diz::

    Olha amiga, eu acho que é difícil. Ponto! Os primeiros meses então, são terríveis! A mulher que não fica achando vai surtar, não é normal!
    E claro que todos esses fatores que vc colocou influenciam na percepção de fácil ou difícil. Mesmo pq o que pode ser fácil pra mim, pode não ser pra outra pessoa.
    Uma outra coisa que influencia é a expectativa. Vemos aquelas mães famosas, que saem da maternidade como se tivessem ido à uma consulta e não ganhar um bebê, e imaginamos que tudo vai ser lindo, prático, rápido, e cheio de rosas. Mas na vida das pobres mortais como nós, não é bem assim. O bom é que passa, mas até passar…
    Mas sendo fácil ou não, vale a pena, cada momento. Estar apaixonado pelo filho é o melhor sentimento do mundo! E o melhor é que é uma paixão que não acaba! 😀

    • Priscilla Diz::

      Amiga, sem comentários a respeito dessas mães famosas! Elas fazem um desserviço à sociedade! Hahahaha! Mas é verdade! Criamos uma expectativa absurda…mentalizamos uma realidade que não existe!
      Eu tbm acho a maternidade muito difícil! E fico intrigada com mães que acham tudo lindo, perfeito e maravilhoso! E olha que conheço algumas (poucas) assim!
      Mas segundo o Diego, na verdade, existem aquelas pessoas que acham a experiência da maternidade difícil e aquelas QUE MENTEM! Hahahaha! Pq dificuldades todas vão encontrar! Impossível ser tudo sempre maravilhoso!
      Mas, apesar de todos os perrengues e todas as renúncias, como vc mesmo disse uma vez, o saldo é sempre positivo! 😉

  3. Náy Diz::

    Ainda faltam 2 meses para a minha filhotinha chegar, mas eu já estou decidida a ter só ela. Eu nuuuunca pensei que a maternidade fosse fácil, tanto que nem pensava em engravidar pelos próximos anos, mas também não pensei que fosse TÃO difícil quanto parece ser. Leio relatos em blogs, revistas e fico assustada com o que leio.Sem contar com os relatos de amigas. Antes de eu engravidar, me falavam maravilhas da maternidade, tentavam me convencer a engravidar e tal. Mas ai, foi só eu engravidar que passaram a me relatar o outro lado!Aff!Também fico muito assustada com tudo o que vejo no Jornal, com toda a violência a que as crianças estão submetidas, principalmente as meninas e tenho mais certeza ainda que quero somente essa bebezinha que carrego e ainda nem sei como conciliarei a maternidade com faculdade, emprego(infelzmente não possuo a opção de não voltar a trabalhar…)e, quem sabe, vida própria!Prefiro ter só uma filha e dar o meu melhor do que ter mais de uma e não ser uma boa mãe.

    • Priscilla Diz::

      Náy, pense pelo lado positivo: vc já está preparada pro pior! O que vier é lucro! Hahaha!
      Mas não precisa se preocupar tanto…apesar desse lado B, que vc vai tirar de letra, de tanto q está sendo “avisada”, um amor por um filho é algo surreal!
      Bom demais! Um amor sem medidas, que só cresce e te faz cada dia mais feliz!
      Ter um filho nos braços não tem preço! Faz tudo valer a pena…os choros, as noites mal dormidas, o dinheiro sumindo da carteira, o cansaço, etc… 😉
      Vai dar tudo certo amiga! Pode acreditar! Beijão

      • Náy Diz::

        Amiga, é assim que estou procurando pensar mesmo. Muitas mães que se frustram são porque entraram na materniade iludidas, o que não é o meu caso.rsrsrsrs.No mais, espero que a minha baby venha saudável e forte.

  4. Ana Paula Faoth Diz::

    Acho que depende msm é de instinto materno, rsrs…quando engravidei da Evelyn, era adolescente, não tinha estudado, não trabalhava, fui cercada de milhões de parentes todas opinando e mandando como deveria fazer cada coisa, o pai da Eve era totalmente ausente, mesmo casado comigo, era tipo um móvel da casa, hahaha….e msm assim, eu curti demais a minha filha, só que coloquei como meta de vida, nunca mais ter um filho nessa condição! Meu casamento durou 2 anos, depois conheci o Rafael, meu companheiro a 10 anos, construímos uma vida e uma história juntos, passeamos, viajamos, nos curtimos de monte e então decidimos ter um bebê, planejamos tudo, nos mínimos detalhes, e que tamanha surpresa a minha, descobrir que esse filhote planejado, na vida adulta e mais estruturada está me deixando mais traumatizada do que a filha que criei na adolescência, andando de busão e levando no posto de saúde quando ficava doente? kkkk
    Eve era uma paz sem igual, não tinha cólicas, nem choros, nem dor de ouvido, nem nada de nada. Aos 2 meses dormia das 22hr as 7 hr da manha do outro dia e dormia a tarde toda, rsrs…Léo chora o tempo todo, tem cólica, refluxo, mama de 2 em 2 hrs, acorda a noite toda…De dia não dorme nem no carrinho e nem no berço, odeia chupeta, ou seja…o bichinho é terrível, kkkk…
    Medo quando li que vc era uma benção e seu irmão um terrorista!
    Enfim….filhos, se não tê-los, como sabê-los! Bjo Pri 🙂

    • Priscilla Diz::

      Pois é amiga! Cada filho é único, não adianta acharmos que vai ser igual!
      Mas pense, no meu caso eu tô no lucro…já tenho a minha terrorista, então quem sabe o próx não vem um anjinho? Hahahahahaha!
      Agora dois terroristas é “pracabá”! rsrs

  5. Adriana Lôbo Diz::

    Pra mim está sendo mais difícil do que imaginava, mas minha bebê está apenas com 1 mês. Sofro muito pra amamentar, meus seios estão muito machucados e sempre priorizei o meu sono; não dormir bem está me deixando louca. Me pergunto se sou egoísta ou não sirvo pra ser mãe. Às vezes, fico torcendo pra ela dormir por mais tempo, pra eu ter sossego. Mas eu amo muito a minha filha e hoje está mais fácil do que na 1a semana e por isso sei que aos poucos as coisas vão melhorar e eu vou aprender a ser uma mãe melhor. Parabéns pelos seus textos. Gosto muito do blog!

    • Priscilla Diz::

      Oi Adriana!
      Imagina, não se sinto assim…você não é egoísta, péssima mãe ou inadequada para o cargo (Haha) só porque deseja descansar mais!
      Realmente é barra pesada! Principalmente essa fase que vc está passando!
      Tbm tive muita dificuldade em amamentar e tbm sou dorminhoca pra caramba e minha filha no início mal dormia! Mas aos poucos as coisas se ajeitaram!
      E com vc será igual! Pode acreditar!
      Daqui a pouco amamentar se tornará um prazer! Além disso, sua pequena começará a dormir mais e vc tbm! Tudo entra nos eixos!
      Força aí! E qquer coisa é só dar um grito! Hehe!
      Beijão

  6. Náy Diz::

    Uma das coisas que mais penso em relação a chegada da Sofí é justamente em relação ao sono. Sou praticamente uma preguiça ambulante, dorminhoca mesmo e me pergunto como as coisas serão quando ela chegar, já que a maioria dos babys não dormem quase nada nos primeiros meses. O baby de uma amiga minha já tem oito meses e até hoje acordo cerca de 3,4 vezes durante a noite e não quer mais dormir. Como agir em uma situação dessas?

    • Priscilla Diz::

      Puxa Náy, difícil te dizer! Sofro com isso até hoje!
      Tbm sou extremamente dorminhoca! Desde que nasci sofro desse mal! Hahahaha!
      Eu era o bebê que qualquer mãe gostaria de ter…não acordava nem pra mamar! kkkk
      Continuei assim na minha infância, adolescência e vida adulta…preciso dormir muitas horas por noite! Já cheguei até a achar q eu tinha algum distúrbio do sono, sei lá!
      Mas não, é só preguiçite aguda mesmo!Haha
      Quando a Giulia nasceu, sofri muiiiiito….ela não dormia quase nada!!! Às vezes ficava das 3h até às 6h da manhã acordadona!
      O que fiz foi revezar os cuidados dela (tirando o mamá, lógico) com a minha mãe e meu marido! E sempre que podia dormia junto com ela!
      Hj em dia ela dorme super bem, mas eu continuo acordando com aquela mega vontade de dormir mais umas cinco horas seguidas! Tomara que um dia isso melhore! hahaha
      Beijão

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