Sobre a minha cesárea e o desejo por um parto humanizado!

cesárea

Há tempos quero falar sobre isso. Sobre essa ferida não cicatrizada. Sobre essa questão mal resolvida. Sobre esse bolo entalado na garganta. Sobre essa cesárea desnecessária. E, finalmente, após assistir ao documentário “O Renascimento do Parto”, criei coragem para colocar pra fora tudo aquilo que me incomodou e vem me incomodando desde o momento em que agendei o parto da minha filha.

Eu sempre quis um parto normal. A ideia de uma cesariana me fazia ter calafrios. Além de odiar passar por procedimentos cirúrgicos, sempre achei o parto cesáreo muito frio, agressivo e feio. A experiência e incentivo da minha mãe, que passou por dois partos normais, só reforçavam essa minha vontade, a qual existia mesmo antes de eu pensar em engravidar.

Quando me descobri grávida, continuei firme nas minhas convicções. Toda a vez que alguém me perguntava sobre o tipo de parto que eu gostaria de ter, a resposta estava na ponta da língua: Normal! Lembro que uma colega de trabalho, que já havia passado por uma cesariana, não conseguia entender esse meu desejo. Loucura! Ela dizia. Pra quê sofrer? Pra quê sentir dor? A recuperação da cesárea é ótima! E blá, blá, blá. Ao mesmo tempo em que ela não entendia o meu desejo, eu não entendia a paixão que ela tinha por um parto cesáreo. Mas ok, eu respeitava. Assim como respeitei e continuo respeitando quem “opta” por isso. Nunca quis fazer a cabeça de ninguém. Até porque sempre rola aquela comparação besta e sem sentido de menos mãe X mãe perfeita. (Talvez essa vontade de “fazer a cabeça” de alguém – no bom sentido – tenha mudado após eu assistir o filme, mas não vou entrar no mérito da questão, pelo menos não agora).

Ao longo da minha gravidez, acreditem se quiser, eu e meu obstetra mal tocamos no assunto “parto”. Eu tinha medo. Desde que entrei no consultório dele, desde que tive a primeira consulta, fiquei com a impressão de que ele curtia esse lance de agendar dia e hora pro bebê nascer. E eu morria de medo de estar certa. Morria de medo de levar um belo balde de água fria. Morria de medo de ser enrolada. De ser passada pra trás. Burra! Tola! Ingênua! Onde que eu estava com a cabeça? Óbvio que era importante deixar claro quais eram as minhas preferências e se ele não fosse a favor, paciência, era só procurar outro médico! Parece simples, mas só hoje tenho a maturidade e o conhecimento pra questionar, pra me impor e ir atrás do que eu realmente quero. Naquela situação, naquele contexto, eu não tinha! E o que aconteceu? Eu estava certa, eu fui enrolada, eu fui passada pra trás. Demorei pra perceber. Demorou pra cair a ficha. Mas ela caiu e eu me dei conta de tudo o que eu perdi: o meu poder de escolha, o controle sobre o meu corpo e a sensação única de parir a minha filha e de ser protagonista dessa história.

No final da gravidez, com aproximadamente 36 semanas, ele me disse que só saberíamos o tipo de parto que seria possível realizar no decorrer das próximas semanas. Se estivesse tudo ok, dava pra pensar num parto normal. Bullshit! Como assim se estivesse tudo ok? Estava tudo ok! Mas, naquela altura do campeonato, as únicas coisas que eu conseguia pensar eram: Será que está tudo ok? Será que continuará tudo ok?

Um pouco antes de completar 39 semanas, tivemos nossa última consulta. A minha pressão estava mais alta nos últimos meses (na época fiquei meio apreensiva, mas hoje sei que não era nada preocupante e que indicasse, de fato, uma cesárea. Eu não era paciente de risco. Nunca fui). Meu médico afirmava que pressão alta era perigosa em casos de partos normais. Óbvio que eu acreditei. Até porque, quantas vezes eu já havia lido em livros, matérias e artigos científicos os ricos da pressão alta na gravidez?! Quantas vezes ouvi falar de pré-eclâmpsia, eclâmpsia ou qualquer intercorrência relacionada à pressão arterial? Quantas vezes ouvi histórias sobre a amiga da prima da vizinha que morreu por causa disso? Quantas vezes me amedrontaram? Não foram poucas! (Que fique claro que não estou querendo dizer que pressão alta nunca traz riscos para mãe e para o bebê e que o parto normal deveria ser indicado indiscriminadamente. Existem sim riscos e complicações e a cesariana salva vidas diariamente. Mas esse não era o meu caso. Minha gravidez foi totalmente tranquila e saudável. A oscilação na pressão arterial foi um acontecimento perfeitamente normal).

Bom, mas apenas esse argumento não bastava! Além disso, a Giulia não estava encaixada, eu não tinha dilatação (óbvio, não era o momento dela nascer), entraria em trabalho de parto tardiamente – por ser primeira gestação – e era bem provável que eu não conseguisse parir, tendo que recorrer a uma cesariana de qualquer forma. Sim, ele conseguiu prever tudo isso! Só não me lembro de ter visto a bola de cristal no consultório!

Pra fechar com chave de ouro, ele chegou pra mim e pro meu marido e disse: “O que estou indicando pra vocês, eu indicaria pra alguém da minha própria família. Não tem porque esperar, sofrer e correr o risco de algo ruim acontecer.”

Pronto. Ele nos ganhou! Estava certa de que marcar a cesárea era o que eu deveria fazer. Ele tinha o conhecimento. Ele tinha a experiência. Ele sabia o que era melhor pra mim e pra minha filha. Quem era eu pra questioná-lo? Acreditei sim em cada palavra.

Pra falar a verdade, uma parte de mim continuava se questionando: Será que estou fazendo a escolha certa? Até contei um pouquinho sobre isso aqui nesse post (reparem em como eu ainda não havia me dado conta de que tinha sido mais uma vítima do atual sistema obstétrico brasileiro, extremamente tecnocrata e desumano. Como falei antes, a ficha demorou pra cair).

Mas, questionamentos como esse eram massacrados pela minha grande inexperiência, pela minha falta de conhecimento e pelo meu excesso de ansiedade. E somado a tudo isso, estava a soberania do médico. Como fugir? Como voltar atrás? Eu já estava envolvida até o pescoço com essa nova realidade. Eu já não tinha poder nenhum sobre as minhas escolhas (ou achava que não tinha). Era como se eu tivesse sido totalmente engolida pela areia movediça e não fosse mais possível um resgate.

Assim, a cirurgia foi marcada para as 15h do dia 11/04/2012.

Antes de tudo, quero dizer que não tenho ódio do obstetra e nem o considero como vilão da história. É claro que ele tem a sua parcela de culpa. Mas o problema não está centrado apenas na figura do médico cesarista, é uma gama de fatores que influencia, alimenta e dá força a esse sistema obstétrico falho. Seria muito mais fácil jogar toda a culpa em cima dele, mas não posso. O deixo apenas com um pedaço do fardo.

Bom, falando um pouco (ou muito) sobre o dia em que a minha filha nasceu, posso listar uma infinidade de coisas que me deixaram muito chateada e que me fizeram questionar se um momento tão perfeito, único e sublime deveria ser vivenciado daquela forma.

Pra começar, nem mesmo o horário da cirurgia eu pude escolher. Meu médico só fazia partos à tarde, de manhã ele precisava atender as demais pacientes no consultório. Tive que engolir a seco essa decisão, que – por N motivos – não me agradou nem um pouco.

Em segundo lugar, fiquei extremamente indignada com a longa espera no centro cirúrgico. Foram incontáveis horas longe do meu marido. Enquanto eu estava sozinha, ansiosa e apreensiva lá dentro, ele estava sozinho, ansioso e apreensivo lá fora. Sem contar que não fazia ideia do que estava acontecendo comigo e do porquê de tanta demora. Eu entrei no CCO às 13:15 e meu parto aconteceu às 15:10, que foi quando ele pode entrar e ficar ao meu lado. Achei tudo aquilo revoltante demais, de uma falta de humanização e sensibilidade absurda. Mas não tive forças para questionar, não tive argumentos para me impor, não consegui remar contra a maré. Mais uma vez surgiam pensamentos do tipo: Quem sou eu pra questionar as regras do hospital? É assim porque tem que ser assim e ponto. Preciso aceitar!

Eu passei as duas horas anteriores ao nascimento da minha filha ora sozinha ora com profissionais totalmente alheios a mim e a ela, os quais foram – muitas vezes – inconvenientes e invasivos. Tudo o que eu precisava era do carinho, apoio e presença das pessoas que amo. Tudo o que eu precisava era de paz e quietude. Mas isso me foi negado.

As cenas seguintes são parecidas com as da maioria das mulheres submetidas a uma cesariana: sala inóspita, infinidade de aparelhos, luzes fortes, medicamentos e anestésicos, pano azul cortando a visão, braços abertos, grande plateia (GO, pediatra, instrumentador, anestesista, enfermeira…), frio, cheiro de carne queimada, sensação de empurra-empurra, bebê sendo retirado e segurado como um simples pedaço de carne, bebê sendo apresentado por um cara (pediatra) que você nunca viu na vida, bebê sendo retirado de perto da mãe em poucos segundos, conversa fiada entre os profissionais, sutura de diversas camadas de tecido, intermináveis horas na sala de recuperação, longe de TUDO e de TODOS, principalmente daquele serzinho que mais precisa de você, do seu colo, do seu calor, do seu seio.

Apesar de ter tido uma recuperação tranquila, considerando o porte da cirurgia, eu simplesmente odiei ter sido submetida a todos esses procedimentos. Odiei ficar longe do meu marido. Odiei o cheiro de carne queimada. Odiei passar horas a fio não sentindo minhas pernas. Odiei ser afastada da minha filha. Odiei ter tido uma tremedeira intensa, por conta da anestesia, e mal poder segurá-la nos meus braços nas suas primeiras horas de vida. Odiei não conseguir dar os primeiros banhos. Odiei ter que cuidar de mim enquanto eu queria apenas cuidar dela.

A ferida que já estava grande, ficou ainda maior. Tentei florear esse momento. Tentei entender, me defender, me perdoar. Tentei dizer pra mim mesma que o importante é que estávamos bem e com saúde. Tentei ignorar a extensão e a profundidade do impacto do nascimento na vida de qualquer ser humano. Tentei me convencer de que o meu amor e a minha dedicação por ela tornariam tudo mais leve com o tempo. Tentei ser forte, mas fui fraca. Fiquei ofendida com comentários de pessoas contra a cesariana. Fiquei doída ao receber indiretas a respeito da “minha” escolha – que na verdade nunca foi minha. E, como um mecanismo de defesa, repeti pra mim mesma que a forma como a minha filha havia nascido não fazia diferença, eu não era menos mãe por isso (conhecem esse discurso?) e nem a amava menos do que uma mãe de parto normal ama seu filho.

Mas o fato é que a forma como ela nasceu era SIM importante pra mim. Eu também não aceitava aquela escolha. Eu também não conseguia digerir. Estava machucada e era exatamente por isso que eu me ofendia tanto quando algumas pessoas cutucavam a ferida.  Dedo em ferida cicatrizada não dói. O problema não estava na insensibilidade alheia, como eu costumava pensar, e sim na minha incapacidade em superar tudo aquilo.

Mas eu costumo dizer que o tempo é sempre o melhor remédio pra tudo nessa vida. Com o passar dos meses, o meu sentimento em relação à minha desnecesárea foi se tornando menos intenso e desagradável e eu comecei a ver uma luz no fim do túnel. Pensei comigo mesma: ok, sofri com essa experiência, mas não posso voltar no tempo. O que devo fazer então pra vivenciar uma experiência diferente no futuro?

A Giulia tinha aproximadamente oito meses e eu já estava certa de que queria ter outros filhos. Comecei, então, a pesquisar tudo sobre VBAC (parto vaginal após cesárea), parto humanizado, doulas, violência obstétrica, etc. Quis me preparar (por mais que uma próxima gravidez demorasse pra acontecer), me munindo de todas as informações possíveis. E consegui aprender muita coisa, conheci muitas histórias bacanas e me senti extremamente esperançosa.

Nessa época percebi que eu era totalmente leiga no assunto. Não sabia nada sobre parto. Foi aí que me dei conta de que se eu tivesse conseguido o meu tão almejado parto normal, a chance de passar por procedimentos desnecessários e agressivos, sendo vítima de violência obstétrica, era grande. Confesso que, apesar de querer muito um parto normal, eu nunca havia pensado em como seria exatamente esse parto. Apenas duas coisas eram certas naquele momento: seria realizado em um hospital e eu gostaria de receber anestesia. Como a grande maioria das mulheres, nunca havia escutado falar em violência obstétrica e não sabia, tampouco, que muitas das intervenções realizadas por aí são, em grande parte, desnecessárias, invasivas e desrespeitosas, como a episiotomia, algumas manobras de expulsão, a lavagem intestinal, a ruptura da bolsa, o uso de ocitocina sintética, etc. Não compreendia o conceito de parto humanizado na sua totalidade.

Levando tudo isso em conta, até hoje eu me pergunto: Será que um parto normal, independente das condições em que ocorresse, teria me realizado como mulher, como mãe? Será que a experiência teria sido valiosa? Será que eu teria apenas coisas boas para lembrar? Será que eu teria amado passar por tudo aquilo?

Não é à toa que muitas mulheres odiaram dar à luz aos seus filhos pelas vias naturais. Não é a toa que ouvimos relatos horríveis de partos normais. Não é à toa que muitas recorrem a uma cirurgia abdominal numa segunda gravidez.

Porque não basta sair pela vagina! A questão é muito mais ampla. E só agora eu pude entender! Assistir ao filme “O Renascimento do Parto” me ajudou muito a esclarecer esse aspecto. É preciso que o nascimento de um bebê seja um momento repleto de respeito, amor, empatia, carinho e cuidado, seja pela mãe, seja pelo recém-nascido.

Antes eu não conseguia entender a escolha de uma mulher por um parto sem anestesia, por um parto na água, por um parto domiciliar, por um parto humanizado… Parecia um retrocesso pra mim! Era como jogar fora todas as conquistas históricas da medicina. Era como abrir mão de toda a segurança, praticidade e comodidade que a vida moderna nos trouxe. E só hoje consigo entender o que uma mulher busca quando opta por um parto natural humanizado. Porque hoje vejo o belo como ele é: belo (e não feio e irresponsável como nos é passado). Porque hoje tenho a mesma vontade, o mesmo desejo, o mesmo propósito.

Tudo o que mais quero nessa vida é um dia ter a oportunidade de vivenciar esse momento da forma mais bela, respeitosa e natural possível. Tudo o que mais quero é sentir que chegou a hora de dar a luz a um filho (Como será a louca e doce sensação da surpresa: “É hoje”?). Quero sentir cada contração. Quero sentir meu corpo se preparando a todo o momento para o grand finale. Quero sentir cada dor, cada alívio, cada emoção, cada sentimento. Quero ter certeza de que sou sim capaz de parir. Quero me sentir poderosa, corajosa, vitoriosa. Quero me sentir humana. Quero me sentir mulher. Quero fazer uso dos meus hormônios do amor. E quero receber a todo instante o carinho, amor e apoio das pessoas que mais amo nesse mundo.

E que tudo o que eu desejo ocorra em um ambiente de muito respeito, seja ele onde for!

Dito tudo isso, gostaria de mudar um pouquinho o foco da conversa. Gostaria de falar sobre algo que mexeu demais comigo quando assisti ao documentário, que me fez chorar como um bebezinho, que me fez sentir egoísta e que me fez ter ainda mais certeza de que devo buscar um parto digno numa próxima gravidez.

Quero falar da minha filha.

Quando assisti às cenas dos bebezinhos nascendo através de cesáreas eletivas e/ou sendo submetidos a procedimentos absurdamente invasivos, desnecessários e – porque não? – cruéis, senti uma dor sem tamanho. Só conseguia pensar: Como permiti que minha filha passasse por tanto desconforto, trauma e sofrimento já nas suas primeiras horas de vida?

Cheguei à doída conclusão de que fui egoísta. Eu não respeitei o momento dela. Não esperei ela dar sinais de que estava pronta para vir ao mundo. Não pesquisei sobre a real necessidade de alguns procedimentos tidos como padrões. Não lutei e nem, tampouco, garanti que ela tivesse – assim que nascesse – o meu colo, meu calor, meu carinho, meu seio, minha segurança…

O nascimento foi o primeiro acontecimento importante da vida dela e eu não permiti que ela o vivenciasse de forma humana, afetiva e respeitosa. A psicóloga Laura Uplinger fala algo muito interessante e verdadeiro sobre isso: “O nascimento clássico hospitalar é de uma violência… com o frio, com o manusear daquele neném, com o barulho, a luz. É um choque tão grande, que a primeira transição forte de vida já vem com o marco da violência”.

E a gente não para pra pensar nisso, não é mesmo? A gente não para pra pensar que aquilo que é tido como normal/natural/habitual é, muitas vezes, dispensável e, principalmente, nocivo. A gente não para pra pensar que detalhes simples como o som, a luz e a temperatura podem influenciar no momento do nascimento. A gente não para pra pensar que a separação abrupta da mãe é extremamente prejudicial para o bebê. A gente não questiona se o cordão umbilical precisa ser cortado imediatamente. A gente não questiona se é necessário mesmo enfiar um tubo interminável no nariz e na boquinha do neném para aspirar líquidos e secreções.  A gente não questiona se é necessário tirar o bebê do colo da mãe para realizar o teste de Apgar. A gente não questiona se o banho é imprescindível no primeiro dia de vida. A gente não questiona se precisa de tanta urgência para tirar as medidas do bebê. A gente simplesmente aceita. É assim e pronto.

E isso é muito triste!

Felicidade é assistir às cenas de parto humanizado e se deparar com um bebê sereno e feliz, pois lhe foi oferecido todo o amor, respeito, carinho e cuidado dos quais ele precisava.

Essas cenas me tocaram de forma absurda. Tanto que, no dia em que assisti ao documentário, quando cheguei em casa, a minha única vontade era de acordar a Giulia e lhe dar muitos beijos e abraços apertados. Mas me contive. Deitei ao lado dela, beijei seu rostinho de leve e lhe pedi perdão.

Desde então estou com uma sensação boa, um misto de felicidade e esperança.

Não sei o que nos espera no futuro. Apenas sei que a sede por um parto com amor não é apenas por mim e pelo meu futuro filho. É, principalmente, por ela, pela minha pequena Giulia.

Tudo o que mais quero é mostrar a ela que existe sim uma forma LINDA de nascer e que ela é mais que possível: ela é real!

A todos aqueles que não assistiram ao documentário, digo apenas uma coisa: ASSISTAM!

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Minha escolha de carrinho: Chicco Liteway

Eu sei que para muitas gravidinhas (senão todas) a escolha do carrinho é sempre um grande dilema. Mas vou contar uma coisa pra vocês: eu nunca dei muita bola pra isso. Mal pesquisei sobre o assunto e fui pouquíssimas vezes olhar modelos em lojas.

O primeiro carrinho da Giulia nós ganhamos. Era um Travel System da Burigotto. Estava super satisfeita com ele, até começar a sair sozinha com a pequena. Comecei a perceber que o carrinho era um verdadeiro trambolho e toda vez que saíamos com ele, eu ficava mega estressada tentando colocá-lo no carro, tentando abri-lo, fechá-lo e por aí vai. Sem contar que moramos em prédio de poucos andares, portanto sem elevador, apenas escadas e, além disso, nossa vaga de garagem não fica assim na porta de casa. Então, transportá-lo era um verdadeiro empenho.

Decidi que compraria um carrinho mais leve, tipo guarda-chuva.

O primeiro que comprei foi um modelo de três rodas da Baby Go. Não lembro o preço, mas foi bem baratinho. Ele é um carrinho bem simples, pra ser usado em passeios curtos. Usei muito pra passear com ela no nosso condomínio, pra ir à padaria ou à casa da minha sogra, que é bem pertinho da minha. Hoje praticamente não uso, pois a Giulia gosta de ir andando. Carrinho é para os fracos! Haha. O único ponto negativo desse carrinho é que ele não reclina, só tem uma posição, que é a sentada. Fora isso, apesar de simplesinho, acho ele espetacular. Sabem quanto o bichinho pesa? 3,6 kg! Isso mesmo! E fechado fica menor do que a minha bolsa! Hehe. Ele é absurdamente leve, muito mais leve do que a Giulia no primeiro mês de vida! Hahaha.

carrinho baby go

Bom, mas como a Giulia costumava dormir nos passeios mais longos e o da Baby Go não reclinava, achei importante comprar outro que tivesse a posição deitada, mas que também fosse leve e tivesse fechamento “guarda-chuva”. Foi aí que cheguei no Chicco Liteway. Na verdade fiquei em dúvida entre ele e um da Maclaren, que também é muito recomendado. Mas, se não me engano, estava com dificuldade de achar disponível nas lojas o modelo e cor que eu queria do carrinho da Maclaren. Então, acabei optando pelo o da Chicco mesmo.

carrinho chicco

E olhem, não me arrependo! Acho ele ótimo. É claro que não é tão leve quanto o da Baby Go. Bem mais pesadinho na verdade: 7kg. De qualquer forma, é muito mais leve do que o Travel System que tínhamos.

Para mim, os principais pontos positivos dele são:

  • É absurdamente fácil de abrir e fechar;
  • É de alumínio, portanto mais leve do que muitos carrinhos por aí;
  • Não ocupa muito espaço no porta-malas do carro;
  • Tem assento reclinável em 5 posições, inclusive fica totalmente deitado;
  • Pode ser usado até os três anos de idade.

Os pontos negativos são:

  • A capota verão/inverno, como é encaixada, bem de vez em quando sai ao abrir o carrinho (mas nada absurdo e que incomode);
  • O cinto de segurança fica meio frouxo – Já cheguei a ir a uma loja da Chicco para ver se não era eu que não estava conseguindo ajustar o cinto adequadamente, mas a vendedora me contou que realmente ele tinha esse “probleminha”, mas que a Chicco já estava tomando as devidas providências. É provável que os novos carrinhos já não venham mais assim.
  • Preço – Acho meio salgadinho.

Mas, de uma maneira geral, estou bem satisfeita com ele. Já o deixo no carro direto, aí quando saímos é só tirá-lo do porta-malas. Mas como falei antes, hoje em dia usamos muito pouco os carrinhos, a Giulia prefere ir caminhando, ou melhor, correndo!

Ah, e o modelinho da Giulia é o preto mesmo, igualzinho ao da foto! Charmosinho, não acham? rs.

Quem tiver interesse e quiser ler as especificações técnicas é só clicar aqui.

Beijos pessoal!

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Escovar os dentes – Uma tortura!

escovar dentes

Escovar os dentes da Giulia me dá uma dor de cabeça danada! Tem dias que é tudo tão difícil que a minha vontade é de jogar tudo pro alto e nunca mais escovar os dentes dela. Sério! É óbvio que nunca faria isso, nunquinha! Mas que dá vontade, dá!

Ter que realizar essa tarefa deliciosa – só que não – várias vezes ao dia é um martírio tanto pra mim quanto pra ela. E eu já tentei de TUDO (pelo menos acho que já) pra mudar essa situação, mas nada funciona.

Desde os cinco meses (fase em que nasceu o primeiro dentinho) eu luto para conseguir higienizar aquela boquinha da melhor forma possível. Morro de medo de cárie, portanto levo esse momento super a sério, nunca pulo uma escovação ou faço marromeno. Até porque a Giulia já tem dente pra dedéu – 12 no total, os oito incisivos centrais e laterais e os quatro primeiros molares, sem contar nos caninos que já estão começando a rasgar a gengiva! Então não dá pra bobear.

No começo, quando ela tinha poucos dentinhos, apenas os incisivos, era moleza. Apesar dela nunca ter sido fã desse momento e de gostar apenas de lamber a pasta de dente, era mega rápido higienizar a boquinha da forma adequada, mas com o passar do tempo as coisas foram se tornando cada vez mais difíceis.

Como já falei antes, peguei mil dicas de como tornar essa “obrigação” (sim, aqui em casa não considero como opção e não cedo ao chororô da Giulia) num momento prazeroso ou simplesmente viável, e tentei de TUDO (na verdade, continuo tentando). Já plantei bananeira, me vesti de palhaço, dei cambalhotas e enfiei uma melancia na cabeça e NADA resolveu. Haha. Brincadeirinha. Deixa-me contar as técnicas que utilizei (e continuo utilizando, sem sucesso. rs):

  • Deixá-la escovar sozinha e depois finalizar a escovação – Em primeiro lugar, ela não escova sozinha. Já expliquei mil e quinhentas vezes como se faz, mas ela só quer saber de lamber a pasta, morder o cabo e arrancar os tufos. Nessa brincadeirinha já foi uma penca de escovas de dente direto pro lixo. Mas até aí tudo bem, o problema é que quando chega a minha vez de escovar, ela simplesmente não deixa. Chora, berra, se debate, me bate, morde a escova para que eu não consiga mexê-la dentro da boca e por aí vai.
  • Escovar os dentes dela primeiro e depois entregar a escova para que ela “finalize” a escovação (leia-se: para que ela brinque com a escova) – Idem ao item acima, só muda a ordem das coisas.
  • Escovar os meus dentes na frente dela e mostrar como isso é mega bacana, divertido e formidável – Ela adora me ver escovar os dentes, dá até risada. Mas quando vou escovar os dela, adivinhem o que acontece?!
  • Cantar música, fazer cócegas, brincar de alguma coisa que ela goste (e normalmente se diverte) enquanto escovo os dentes – Raramente ela dá uma risadinha, abre um pouco mais a boca e eu consigo mexer minimamente a escova. Normalmente também não surte muito efeito.
  • Deixá-la segurar a escova junto comigo e escovarmos juntas – Até comprei uma escova da MAM com cabo longo para que isso fosse possível. Mas não rola! Ela não deixa, fica querendo segurar a escova sozinha, querendo arrancar pedaços do silicone e ainda fica super irritada se eu não deixar.
  • Deixá-la escovar os meus dentes ou o do papai enquanto escovamos o dela – Ela até “escova” os nossos dentes super bonitinha, faz até “barulhinho” que imita a escovação, mas não deixa escovarmos o dela.
  • Brincar de escovar os dentes da boneca e depois disso tentar escovar o dela – Preciso repetir? Hahaha. Quando chega a vez dela, a criaturinha vira um bicho!

Não sei mais o que fazer, de verdade. Tento manter a paciência. Tem dias que estou super calma, que a resistência dela não me afeta e eu demoro o tempo que for necessário para conseguir fazer a escovação bem feita. Mas tem dias que quero explodir. De qualquer forma não brigo com ela, só deixo claro que escovar os dentes não é opcional e que faremos isso todos os dias.  Chorando ou não, gostando ou não, ela tem que escovar!

Ain, mas tudo o que eu queria é que ela curtisse ou que, pelo menos, não tornasse esse momento tão dramático, sabem?

Bom, mas só me resta continuar tentando. Continuar plantando bananeira e me vestindo de palhaço. Quem sabe um dia o quadro muda, não é mesmo?

E vocês, também passam por isso?

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O Renascimento do Parto – O Filme

Estréia hoje em Curitiba o filme O Renascimento do Parto. É um filme que aborda a necessidade de uma mudança na cultura do Brasil no que diz respeito ao nascimento dos nossos bebês. Para quem não sabe, o Brasil é o país que mais realiza cesáreas no mundo! Aqui cerca de 50% dos partos são feitos por meio de cirurgias abdominais enquanto a Organização Mundial da Saúde indica que essa porcentagem deve ser no máximo 20%. Essa porcentagem aumenta muito na classe média onde  de 80 a 90% das mulheres optam por cesáreas. Isso vem acontecendo por vários fatores, pela falta de informação e mitos sobre o parto normal/natural, por ser mais cômodo e muitas vezes mais lucrativo para os médicos realizarem cesáreas, deficiências no sistema de saúde para realizar partos normais/naturais realmente humanizados etc.

Eu conheço uma gestante francesa que vai ter seu bebê aqui no Brasil e ela comentou comigo chocada que não sabia que aqui era possível fazer cesárea assim, a torto e a direito, e que lá na França só fazem esse procedimento em casos onde a mãe ou o bebê correm riscos (reais, diga-se de passagem!). O obstetra dela claro que indicou a cesárea, assim como a maioria deles faz, mas ela vai fazer parto normal. Sim, pois pra ela (e ouso dizer que para o resto do mundo também), o normal é ter parto normal. Na realidade, o normal é respeitar a escolha da mulher, é permitir que ela tenha seu filho da maneira que ela se sente mais segura! Seja em casa, numa casa de partos, no hospital, parto natural, parto normal, cesárea, etc.

Confesso que fiquei feliz com o lançamento desse filme, muitos mitos estão sendo quebrados, muitas “verdades” impostas estão sendo questionadas. Estou apostando que muita coisa vai mudar. Precisa mudar!

Para ver o vídeo promocional do filme, que é um trailer estendido e muito explicativo, é só dar o play ali em baixo!

Aqui em Curitiba o filme vai ser exibido somente no Espaço Itaú que fica no Shopping Crystal. Eu e a Pri vamos na quarta feira que vem e estamos super ansiosas para assistir! Quem quiser ir com a gente está super convidado!

Para mais informações sobre o filme, locais e horários de exibição é só clicar aqui.

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Ensaio Arthur – 6 meses

Parece que foi ontem que esse pequeno nasceu! O tempo passa rápido demais depois de uma certa idade haha. E passou tão rápido que o Arthur já tá experimentando suas primeiras frutinhas. No dia desse ensaio registrei as aventuras do Arthur com a manga e tenho uma reclamação a fazer… Justo manga Moni?! Num universo de milhares de frutas maravilhosas você escolheu justo a manga no dia que EU fui tirar as fotos?! Passei vontade no dia, passei vontade tratando as fotos e agora escrevendo esse post minha boca enche de água haha. Sim, amo manga mas sou alérgica para minha tristeza.

Mas valeu a pena passar tantas vontades, amei esse ensaio! Espero que vocês gostem também!

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